Comitesinos cria protocolo para agilizar resposta a problemas na qualidade da água do Rio dos Sinos
- Andressa Brunner Michels - Jornalista - MTB 19281/RS

- 18 de ago.
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O Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Comitesinos) aprovou a Deliberação 123/2026, que estabelece um protocolo de contingência para situações de alteração na qualidade da água do rio. A medida foi aprovada na quinta-feira (6) e agora está na pauta do Conselho de Recursos Hídricos do Rio Grande do Sul (CRH-RS).
A proposta surgiu após uma ocorrência registrada em abril, que mobilizou as operadoras de abastecimento da região e apontou a necessidade de uma atuação integrada para comunicação, investigação e resposta a eventos semelhantes.
O protocolo estabelece diretrizes para o compartilhamento de informações entre Comusa, Corsan e Semae, que integram o Grupo de Trabalho Qualidade da Água do Comitesinos. O objetivo é agilizar a identificação de alterações na água bruta e a adoção de medidas diante de situações que possam afetar o abastecimento, o tratamento ou o meio ambiente.
“A construção do protocolo é resultado da articulação promovida pelo Comitê junto às operadoras, buscando transformar a experiência registrada em abril em um procedimento permanente de prevenção e resposta”, afirma a presidente do Comitesinos, Viviane Feijó Machado.
Entre os sinais considerados de alerta estão mudanças de cor e odor, alterações de turbidez, mortandade de peixes, presença de espuma, produtos químicos ou cianobactérias e redução abrupta do oxigênio dissolvido.
Quando uma alteração relevante for identificada, a operadora responsável pela captação deverá comunicar imediatamente as demais integrantes do grupo. Sempre que possível, deverão ser compartilhadas informações como local e horário da ocorrência, características observadas, trecho afetado, registros fotográficos ou audiovisuais, resultados preliminares de análises e medidas adotadas.
O protocolo também prevê a coleta e preservação de amostras da água bruta, com garantia de rastreabilidade para análises laboratoriais e investigações posteriores. As informações técnicas e os resultados deverão ser compartilhados entre as operadoras.
A ocorrência também deverá ser comunicada à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e à respectiva agência reguladora. Na sequência, o Comitesinos fará a comunicação institucional ao órgão ambiental e ao Departamento de Gestão de Recursos Hídricos (DRHS), solicitando a averiguação e investigação das possíveis causas.
Os órgãos ambientais competentes deverão elaborar relatório com parecer técnico e conclusões sobre os eventos enquadrados no protocolo. O acompanhamento ficará a cargo do GT Qualidade da Água, que poderá propor atualizações nos procedimentos.
O documento tem caráter colaborativo e orientativo e não substitui as responsabilidades legais, regulatórias e operacionais das empresas ou dos responsáveis pelas ocorrências. A proposta é estabelecer uma resposta mais rápida e coordenada para proteger a qualidade da água do Rio dos Sinos e a segurança do abastecimento na região.
A Deliberação 123/2026 está disponível no site do Comitesinos.
























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