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Como fica a bancada gaúcha caso o projeto que aumenta o número de deputados federais seja aprovado

Bruno Spada / Câmara dos Deputados
Bruno Spada / Câmara dos Deputados

O Rio Grande do Sul manterá o número de representantes na Câmara dos Deputados se a proposta de aumento de cadeiras na Casa for aprovada. Caso isso não ocorra, existe a possibilidade de uma menor representação gaúcha em Brasília.


Na segunda-feira (5), a Câmara dos Deputados adiou a votação do requerimento de urgência do projeto de lei complementar (PLP) 177 de 2023, que prevê o acréscimo na quantidade de deputados federais.


O pedido deve retornar à pauta na sessão da tarde desta terça-feira (6). Se aprovado, o texto do projeto de lei poderá ser votado diretamente no plenário, sem a necessidade de passar por comissões internas, o que agiliza o processo. A atual distribuição dos 513 deputados federais foi definida em 1993 e 31 deles são eleitos pelo Rio Grande do Sul.


O que quer o PL

O projeto de lei é uma resposta à exigência do Supremo Tribunal Federal (STF) para que o Congresso vote a lei, até 30 de junho, para redistribuir a representação de deputados federais em relação à proporção da população brasileira com base nas unidades da federação. Isso deve ser feito a partir de dados do Censo Demográfico de 2022. Não há menção a um aumento de cadeiras.


Caso o Congresso não atualize a representação parlamentar, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderá fixar, até 1º de outubro de 2025, o número de deputados para a legislatura que começará em 2027.


Uma projeção do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) indica que uma redistribuição baseada no Censo 2022 geraria mudanças na composição de 14 Estados: sete ganhariam e sete perderiam cadeiras. O Rio Grande do Sul ficaria com 29, dois a menos do que na composição atual.


O Rio de Janeiro seria a unidade da federação com o maior enxugamento: menos quatro vagas. Santa Catarina e Pará seriam os mais beneficiados, com acréscimo de quatro representantes.


Número mínimo x número máximo

O projeto da deputada Dani Cunha (União-RJ) veta que qualquer Estado perca representação, o que significa aumentar o número total de deputados na Casa.

No entanto, o artigo 45 da Constituição define que o número de deputados "será estabelecido por lei complementar, proporcionalmente à população, procedendo-se aos ajustes necessários, no ano anterior às eleições, para que nenhuma daquelas unidades da Federação tenha menos de oito ou mais de setenta deputados". 

Ou seja, o texto limita o número de deputados aos atuais 513 (quantidade máxima).


Cenário de aprovação

A Câmara cogita aumentar o número de deputados para 527 — 14 a mais do que hoje. Isso faria com que nenhuma unidade da federação tivesse a bancada reduzida. Estes seriam os acréscimos:

  • Pará: 4

  • Santa Catarina: 4

  • Amazonas: 2

  • Ceará: 1

  • Goiás: 1

  • Minas Gerais: 1

  • Mato Grosso: 1


Além disso, pela proposta, a cada quatro anos, deverá ser feita uma atualização estatística na quantidade de representantes, baseada em recenseamento no segundo ano de cada legislatura.


Fonte: GZH



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