Computadores: por que o Windows está perdendo espaço? - Por Getulio Zanotti
- Start Comunicação

- 21 de fev.
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Ao comprar ou montar um computador, a escolha do sistema operacional costumava ser óbvia: a versão mais recente do Windows. Líder absoluto, o software da Microsoft detinha mais de 3/4 do mercado de PCs ativos. No entanto, dados de janeiro de 2026 acenderam um alerta: pela primeira vez, o Windows oscila na faixa dos 60%, uma queda histórica.
Esse rebalanceamento é impulsionado por uma combinação de fatores. De um lado, políticas controversas da Microsoft sobre IA e publicidade; de outro, a migração de profissionais para os chips da série M da Apple e o amadurecimento do Linux nos jogos, estimulado pela Valve (dona da Steam).
No campo da "autossabotagem", o encerramento do suporte ao Windows 10 em outubro passado deixou cerca de 240 milhões de dispositivos vulneráveis, gerando um descontentamento massivo. Soma-se a isso a resistência dos usuários à implementação agressiva do Copilot e à presença de anúncios em menus do sistema, o que muitos interpretam como uma invasão de privacidade e perda de desempenho.
Enquanto isso, a Apple colhe os frutos não apenas de seu software, mas da eficiência do Apple Silicon. Profissionais, especialmente do setor audiovisual, buscam o ecossistema da maçã pela fluidez e estabilidade que o hardware proprietário oferece. Já no universo Linux, o movimento é de expansão para as massas: o sucesso do Steam Deck provou que o "pinguim" é uma alternativa viável para gamers, enquanto governos europeus aceleram a transição para sistemas de código aberto em busca de soberania digital e redução de custos.
A hegemonia da Microsoft não vai desmoronar da noite para o dia, mas as rachaduras são visíveis.O cenário atual indica que o Windows deixou de ser o destino inevitável para se tornar uma opção entre outras. A empresa parece ter subestimado a tolerância do usuário. Se a tendência persistir, 2026 será lembrado como o ano em que o computador pessoal deixou de ser sinônimo de uma única marca.
No fim das contas, quem ganha com essa fragmentação é o consumidor. Distribuições linux, que segundo dados do Google aumentaram cerca de cinco vezes no seu interesse, agora tem força para expandir suporte a ferramentas e incluir recursos. A Apple, continuará a investir no que deu certo: performance incomparável para o trabalho. O monopólio deu lugar à escolha, e o mercado nunca esteve tão vivo.

Getulio Zanotti, é especialista em digitalização de negócios, programador por formação e fundador da Aion Inovação, consultoria focada em organização de processos, automação e uso prático de tecnologia nas empresas.
























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