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Confirmada 11ª morte após incêndio em pousada de Porto Alegre

Imagem: divulgação/ TV Globo.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) confirmou, nesta quinta-feira (20), a 11ª morte do incêndio em uma pousada ocorrido em 26 de abril na Região Central de Porto Alegre. A vítima morreu no dia 6 de maio.


A RBS TV apurou que o homem foi internado no Hospital de Pronto Socorro (HPS) e foi transferido para o Hospital Santa Ana, onde morreu. Segundo um coletivo que acompanha a população em situação de rua, a vítima inalou fumaça durante o incêndio.


A investigação aguarda a conclusão da perícia para determinar as causas do incêndio, que ainda são desconhecidas. Na época do incêndio, a Polícia Civil indicava que não havia indícios de ação criminosa.


Relembre o caso


O local abrigava pessoas em situação de vulnerabilidade social. O incêndio ocorreu em uma das unidades de uma rede de pousadas, na avenida Farrapos. O prédio fica entre as ruas Barros Cassal e Garibaldi, a poucos metros da Estação Rodoviária.


O incêndio começou por volta das 2h30. O fogo se espalhou rapidamente pelos quartos da pousada. Para fugir das chamas, algumas pessoas se jogaram das janelas do segundo e do terceiro andar. Os bombeiros encontraram as 10 vítimas em cômodos da pensão.


Sobreviventes relataram como conseguiram escapar das chamas. O vendedor ambulante Jorge Antônio Ferreira contou que acordou com "estouros, assim que iniciou o fogo". Ele conseguiu resgatar a esposa do prédio.


"Não queriam deixar eu entrar, porque o fogo já tinha tomado conta, mas eu entrei. Não vou deixar minha esposa morrer. Entrei igual e, graças a Deus, consegui pegar ela", disse Ferreira.


O local, que é privado, recebia pessoas em situação de vulnerabilidade social. Das 30 pessoas que estavam no espaço no momento do incêndio, 16 tinham a estadia custeada pelos cofres públicos. A empresa teve contrato renovado com a Prefeitura de Porto Alegre em dezembro de 2023 por mais 12 meses, ao custo de R$ 2,7 milhões.


Segundo os bombeiros, a pousada operava irregularmente, porque não tinha Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI) protocolado. A Prefeitura de Porto Alegre afirmou que a documentação da empresa dona da pousada junto ao município estava em dia e que havia autorização para a operação como hospedagem.


Fonte: g1

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