Crime organizado muda do morro para a Faria Lima e usa fintechs para movimentar bilhões
- Start Comunicação

- 29 de mai.
- 2 min de leitura

O avanço do crime organizado no Brasil ganhou novos contornos e um nível de sofisticação cada vez maior. Se antes as estruturas criminosas estavam concentradas nas periferias e nos morros, agora as investigações mostram que o dinheiro do crime também circula nos ambientes financeiros mais sofisticados do país, principalmente na região da Avenida Faria Lima, em São Paulo, considerada símbolo do mercado financeiro brasileiro.
Uma operação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Receita Federal revelou que fintechs investigadas por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) movimentaram cerca de R$ 26 bilhões em operações consideradas atípicas. As autoridades apontam que as empresas funcionavam como uma espécie de “banco paralelo” utilizado para lavagem de dinheiro e ocultação de recursos do crime organizado.
A chamada Operação Fluxo Oculto foi deflagrada nesta quinta-feira (28) em cinco estados brasileiros e cumpriu dezenas de mandados de busca e apreensão. Segundo os investigadores, o esquema demonstra como o crime organizado passou a operar com estruturas empresariais modernas, tecnologia financeira e mecanismos sofisticados para dificultar o rastreamento de recursos.
De acordo com a Receita Federal, uma das fintechs investigadas chegou a movimentar mais de R$ 1 bilhão em dinheiro vivo, algo considerado incompatível com operações normais do sistema financeiro.
As investigações indicam que o grupo criminoso utilizava fintechs, contas digitais e mecanismos financeiros complexos para lavar dinheiro oriundo de atividades ilegais, especialmente relacionadas ao setor de combustíveis e à atuação do PCC.
O caso evidencia uma transformação no perfil das organizações criminosas no Brasil. O crime organizado deixou de atuar apenas nas ruas e passou a ocupar espaços estratégicos da economia, utilizando empresas, operadores financeiros e tecnologia para movimentar bilhões de reais longe dos métodos tradicionais do passado.
Para investigadores, o cenário mostra que o combate ao crime organizado hoje não acontece apenas nas comunidades ou em operações policiais ostensivas, mas também dentro do sistema financeiro, onde organizações criminosas buscam aparência de legalidade e cada vez mais sofisticação para operar.
Da redação do www.startcomunicacaosl.com.br /Bado Jacoby

























Comentários