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Defesa Civil afirma que os 15 corpos achados em Muçum estavam em "um grupo de residências atingidas"


Imagem: Mateus Bruxel/ Agência RBS.

A enchente que castiga parte do território gaúcho ganhou contornos ainda mais dramáticos na tarde desta terça-feira (5). O número de mortos com a enxurrada saltou de seis para 21, superando a catástrofe do ciclone extratropical de junho, quando 16 morreram.


A localização de 15 corpos no município de Muçum, no Vale do Taquari, foi anunciada pelo governador Eduardo Leite em entrevista concedida pouco depois das 16h. Leite não deu detalhes sobre as vítimas e disse que, naquele momento, as informações ainda eram incipientes. As demais mortes ocorreram em Ibiraiaras (2), Passo Fundo (1), Mato Castelhano (1), Estrela (1) e Lajeado (1).


A demora na informação sobre os óbitos se explica pelo volume da cheia no Rio Taquari, que cobriu boa parte da cidade, e pela situação de isolamento, que perdurava desde a noite anterior. Com entradas e saídas bloqueadas, Muçum também ficou sem energia elétrica ou acesso à internet, praticamente incomunicável.


Ao final da tarde dessa terça, em coletiva para a imprensa, o subchefe da Defesa Civil do Estado, coronel Marcus Vinicius Gonçalves Oliveira, informou que os 15 corpos localizados em Muçum estavam em um grupo de residências atingidas, todas situadas em uma mesma localidade. Oliveira, no entanto, afirmou que ainda não era possível descrever detalhes sobre agrupamentos familiares envolvidos nesta tragédia. Também não foi informada a localização no município.


Ainda na coletiva, o subchefe da Defesa Civil do Estado também informou que havia, até o início da noite dessa terça, notícia sobre pelo menos 16 pessoas consideradas desaparecidas que ainda não haviam sido localizadas pelas equipes de resgate. O número, explicou o coronel Oliveira, é "volátil", pois as informações sobre pessoas incomunicáveis e potencialmente desaparecidas podem sofrer variações de acordo com o progresso das ações de resgate e a interiorização do serviço de socorro às vítimas isoladas.


Antes disso, logo depois da confirmação das mortes, o prefeito de Muçum, Mateus Trojan, disse que a identidade das vítimas será confirmada apenas após a identificação e a informação do óbito aos familiares. Trojan revelou que, como ainda há desaparecidos, havia chances de um número ainda maior de mortes.


"Não tivemos equipes de resgate suficientes, e as equipes não tinham como acessar os locais porque as correntezas estavam muito fortes. Aconteceu o que era o maior temor que a gente tinha. Estamos arrasados", lamentou o prefeito em entrevista à Rádio Gaúcha.


A chuvarada que atingiu o Estado é resultado de mais um ciclone extratropical – o terceiro de grandes proporções desde o mês de julho. Desta vez, o fenômeno é resultado da combinação de uma área de baixa pressão com uma corrente de ar que trouxe umidade da região amazônica.


Mais de 2,9 milhões de pessoas atingidas


Durante a coletiva de imprensa, coronel Oliveira relatou que há estimativa de que cerca de 2,9 milhões de gaúchos foram atingidos direta ou indiretamente pelos eventos decorrentes da intempérie. O cálculo leva em consideração aquelas pessoas que foram desalojadas ou desabrigadas e também quem ficou sem abastecimento de água, energia ou incomunicável.


O coronel apontou que até o início da noite 67 municípios reportaram graves eventos, tais como enxurradas, inundações e danos provocados pela queda de granizo. Conforme a Defesa Civil, 1.650 pessoas prosseguiam desabrigadas e 3.084 permaneciam desalojadas. Há estimativa de 52 mil afetados diretamente.


Estabilização do nível da água


A confirmação das 15 mortes em Muçum foi divulgada horas depois de a prefeitura local informar que o nível do Rio Taquari começou a estabilizar na cidade. Logo depois, o prefeito de Estrela, Elmar Schneider, contou que observou o mesmo fenômeno em seu município.


Na medição realizada no centro de Lajeado, o nível estabilizou em cerca de 29,5 metros por volta das 16h, após crescer mais de 1,5 metro desde o início da manhã. Na data, o Rio Taquari alcançou a segunda maior marca registrada na história, atrás apenas da enchente de 1941.


Naquele momento, além de Muçum, o município de Roca Sales também estava isolado e sem energia elétrica. Arroio do Meio, também no Vale do Taquari, estava em situação praticamente idêntica.


Em outras cidades, como Lajeado e Encantado, também havia pontos inacessíveis.


Fonte: GZH

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