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Desembargadora que ganha quase R$ 100 mil p/mês diz que restrições podem levar juízes a “regime de escravidão”

A declaração da desembargadora do Pará Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do estado, gerou repercussão nacional e reacendeu o debate sobre salários e benefícios no Judiciário.


Durante sessão no início de abril, a magistrada criticou as restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal aos chamados “penduricalhos” adicionais que elevam a remuneração de juízes e desembargadores. Na ocasião, afirmou que, com as mudanças, a categoria poderia ser comparada a trabalhadores em “regime de escravidão”.


A fala ganhou ampla repercussão, sobretudo após a divulgação de dados do Portal da Transparência. Em março, a desembargadora recebeu cerca de R$ 91 mil líquidos, após remuneração bruta superior a R$ 117 mil. Em 2025, a média mensal de seus vencimentos ficou em torno de R$ 85 mil.


As medidas do STF incluem a limitação e revisão de benefícios, com o objetivo de conter distorções que frequentemente elevam salários acima do teto constitucional do funcionalismo público.


Durante a sessão, a magistrada também mencionou carga de trabalho elevada e dificuldades enfrentadas por integrantes da carreira, citando gastos com saúde e outras despesas.


O episódio ampliou o debate sobre transparência, teto salarial e critérios de remuneração no serviço público. Até o momento, não houve novo posicionamento da desembargadora após a repercussão.


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