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DNA leva à libertação de homem após 40 anos no corredor da morte nos EUA


Foto: AP/George Frey
Foto: AP/George Frey

Um homem de 71 anos foi libertado nesta segunda-feira (28), em Utah, nos Estados Unidos, após passar mais de 40 anos no corredor da morte. Douglas Stewart Carter estava preso desde 1985, acusado de assassinar Eva Olesen, tia de um chefe de polícia. Um novo exame de DNA apontou que o material genético dele não corresponde ao encontrado na cena do crime.


Carter deixou a Cadeia do Condado de Utah acompanhado do filho, Tyler, e do advogado de defesa. Apesar da libertação, ele deverá utilizar tornozeleira eletrônica com GPS enquanto aguarda um novo julgamento. A Justiça também determinou que ele não mantenha contato com a família da vítima.


A análise de DNA, recebida pela Justiça em 22 de setembro, excluiu Carter como possível fonte do sangue encontrado em uma maçaneta e do material genético recuperado no cabo da faca utilizada para esfaquear Olesen, que também foi baleada.


Testemunhas se retrataram

Carter foi condenado à morte com base em uma confissão assinada na época da prisão e nos depoimentos de duas testemunhas que afirmaram que ele havia se gabado de matar Olesen. O homem, que é negro, sustenta que é inocente e afirma que a confissão foi obtida sob coação.

As duas testemunhas se retrataram posteriormente. Em 2011, quando foram localizadas no México, disseram que receberam dinheiro e presentes da polícia para incriminar Carter. Também relataram ameaças de deportação contra elas e o filho caso não colaborassem com a investigação.


Segundo a defesa, testemunhas teriam visto um homem branco fugindo do local do crime. Os advogados também alegam que um investigador suprimiu provas que apontavam para outros suspeitos, entre eles o marido da vítima, que morreu em 2009.


Defesa busca arquivamento da acusação

O novo julgamento foi aberto após anos de questionamentos sobre a atuação dos investigadores. Para Derek Pullan, responsável pelo caso desde a reabertura, o resultado do exame de DNA enfraquece ainda mais a acusação contra Carter.

A defesa agora busca o arquivamento da acusação de homicídio qualificado que ainda pesa contra o idoso.

“Se dependesse do estado de Utah, ele teria sido executado há 15 ou 20 anos, antes de descobrirmos a má conduta”, afirmou o advogado Neal Hamilton.


Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: G1

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