"Doa a quem doer": Lula exige quebra total de sigilo no Caso Master em meio a guerra no STF
Em nota oficial, o presidente classifica o escândalo como "o maior crime financeiro da história do Brasil", condena vazamentos seletivos que afetam a eleição e cobra transparência absoluta do Judiciário.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu drasticamente o tom nesta quarta-feira (9) em relação às investigações que cercam o Banco Master. Em uma nota oficial divulgada em suas redes sociais, o chefe do Executivo exigiu a quebra imediata e completa do sigilo das apurações de todos os envolvidos no escândalo, independentemente de cargo ou alinhamento político.
A manifestação pública ocorre no ápice de uma crise institucional sem precedentes na cúpula do Poder Judiciário. O caso Master transformou-se no principal epicentro de atrito dentro do Supremo Tribunal Federal (STF), opondo frontalmente ministros da Corte e provocando decisões conflitantes sobre o comando e os rumos das apurações conduzidas pela Polícia Federal.
Lula destacou a gravidade do que classificou como o maior crime financeiro do país e cobrou ações firmes para conter a crise no Judiciário. O mandatário criticou os vazamentos seletivos que afetam a corrida eleitoral, apontados por aliados como manobras para desgastar o governo, e defendeu a total abertura dos dados nos moldes da Operação Spoofing.
"Se faz necessário mais transparência e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral. Por isso, é urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade", pontuou o presidente.
O contexto do Caso Master
O escândalo envolve suspeitas de fraudes bilionárias atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, com indícios de laços com figuras políticas diversas. Diante dos embates e impasses no STF, que paralisaram parte da rotina da Corte, a ofensiva do Planalto busca transferir a responsabilidade de uma resposta institucional rápida para o Supremo e para a PGR.
Da redação do www.startcomunicacaosl.com.br

























Comentários