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Efeito do negacionismo: São Paulo, maior cidade do Brasil identifica surto de meningite


Segundo o Ministério da Saúde, a cobertura vacinal de meningite meningocócica C está, atualmente, 42,5% na capital paulista | Foto: Divulgação

SÃO PAULO: nesta terça-feira, 27 de setembro, a prefeitura de São Paulo confirmou a morte de uma moradora da zona leste por causa da meningite. A mulher, de 42 anos, morava na Vila Formosa, bairro que já teve cinco casos confirmados da doença nos últimos dois meses.


Segundo a classificação da Secretária Municipal da Saúde, isso configura uma situação de surto. Por causa do cenário, os moradores de Vila Formosa e Aricanduva estão sendo convocados a irem aos postos de saúde para se vacinarem contra a doença.


A assessoria de imprensa da prefeitura informou que recomenda a vacinação para todos os moradores de São Paulo nos postos públicos espalhados pela cidade. Contudo, informa que não há motivo para alarmismo e que a vacinação está sendo recomendada por precaução.


Segundo dados do Ministério da Saúde, a cobertura vacinal de meningite meningocócica C está, atualmente, em pouco mais de 40% na capital paulista, e em cerca de 50% em todo o território nacional. Em 2015, ambas estavam em aproximadamente 100%.


Apesar do alerta, o número de casos na cidade diminuiu neste ano na comparação com 2019, ano anterior à pandemia de covid-19. Em nove meses, foram notificados 56 casos de doença meningocócica em toda a capital. Durante o mesmo período de 2019 (janeiro a setembro) foram registrados 158 casos, ou seja, uma redução de 64,5% no âmbito geral.

Segundo a Sociedade Brasileira de Infectologia, a recomendação comum é que as pessoas se vacinem contra as meningites a cada cinco anos. Em caso de surtos, o reforço também é recomendado.

O que é meningite?

A meningite é uma inflamação do sistema nervoso central nas quais as membranas que envolvem cérebro e a medula espinhal, chamadas meninges, são afetadas. Há vários tipos diferentes de meningites, todas com vacinas disponíveis, e a transmissão também pode ocorrer por meio de bactérias, fungos ou vírus.


Os sintomas mais comuns são dor de cabeça, febre, náusea e vômito, principalmente. Normalmente a pessoa também apresenta uma dificuldade de mover o pescoço, há uma rigidez de nuca.


Caso os sintomas sejam detectados, a orientação é buscar imediatamente um hospital, pois a doença pode evoluir com rapidez.


Fonte: Portal Revista Oeste


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