El Niño pode bater recorde de intensidade nos próximos meses

O fenômeno El Niño continuará se intensificando nos próximos meses e deve atingir seu pico em dezembro, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM). A entidade alerta que o atual episódio pode estar entre os mais intensos registrados desde pelo menos 1950.
A previsão indica que o aquecimento das águas do Pacífico equatorial deverá alcançar níveis recordes entre outubro e dezembro de 2026. A OMM estima uma anomalia média de aproximadamente 3,7 °C acima do normal na região central e leste do Pacífico, superando o recorde anterior de 2,6 °C registrado entre novembro de 2015 e janeiro de 2016.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial. Esse aquecimento interfere na circulação atmosférica e pode modificar os padrões de temperatura e precipitação em diferentes partes do planeta.
De acordo com a OMM, o fenômeno deve favorecer temperaturas acima da média em grande parte do mundo e alterar os regimes de chuva, aumentando o risco de períodos de seca e de inundações em diferentes regiões.
O fenômeno normalmente ocorre em intervalos de dois a sete anos e pode durar vários meses. Sua intensidade e seus impactos variam de acordo com a interação entre o oceano e a atmosfera.
Sul do Brasil deve ter atenção para as chuvas
No Brasil, os efeitos do El Niño costumam ocorrer de maneira diferente entre as regiões. No Sul do país, o fenômeno está associado a uma maior probabilidade de chuvas acima da média e de episódios de precipitação intensa.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta que o atual El Niño pode favorecer a continuidade de chuvas acima da média no Sul, enquanto áreas do Norte e Nordeste podem enfrentar períodos mais secos.
No Rio Grande do Sul, o cenário merece atenção devido ao risco de chuvas volumosas, tempestades, alagamentos e cheias de rios. O Inmet destaca, porém, que a intensidade do fenômeno não determina sozinha a ocorrência de eventos extremos, já que outros fatores atmosféricos e oceânicos também influenciam o clima.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: Correio do Povo

























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