Entre governar São Leopoldo e alimentar a guerra política, Heliomar Franco escolheu a governabilidade - Por Bado Jacoby
- Start Comunicação

- 28 de mai.
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O prefeito Heliomar Franco talvez esteja enfrentando um dos maiores desafios políticos do início de seu governo: escolher entre entrar em uma guerra aberta dentro da própria administração ou concentrar esforços na governabilidade de São Leopoldo em um dos momentos mais difíceis da história recente da cidade.
A ruptura pública com a vice-prefeita Regina Caetano criou um cenário raro na política local. Não se trata apenas de divergências administrativas ou distanciamento político natural de governos. A vice assumiu posição de enfrentamento aberto ao governo do qual faz parte, aproximando-se justamente de setores que hoje fazem oposição direta à administração municipal.
A política, historicamente, sempre foi palco de um verdadeiro bang-bang, onde dificilmente existem mocinhos ou mocinhas absolutos. O cenário atual de São Leopoldo deixa isso ainda mais evidente. O que existe são disputas de poder, versões, interesses políticos e movimentos estratégicos que mudam conforme os acontecimentos e conveniências do momento.
Diante disso, muitos esperavam uma reação dura, ataques públicos ou uma escalada ainda maior do conflito político. Mas a opção do prefeito, está sendo a de governar, mesmo com a dificuldade posta pela atual situação interna.
Enquanto críticas, indiretas e movimentações políticas passaram a ocupar espaço no debate público, Heliomar Franco optou por manter o foco na gestão da cidade, especialmente em um período em que São Leopoldo ainda enfrenta consequências econômicas, estruturais e sociais extremamente pesadas após os últimos acontecimentos que impactaram o município.
A decisão não é simples. Na política, responder ataques costuma ser o caminho mais fácil para mobilizar apoiadores e entrar no embate direto. Porém, ao evitar transformar a prefeitura em palco permanente de disputa pessoal e política, o prefeito parece apostar que a população espera mais soluções administrativas do que guerras internas.
Outro ponto que chama atenção é que tanto Heliomar quanto a primeira-dama Simone Dutra, alvo principal das críticas políticas e pessoais da vice-prefeita, evitaram até aqui transformar o conflito em confronto público. Uma postura que pode ser interpretada não como fraqueza política, mas como tentativa de impedir que a crise interna paralise o governo.
A política mostra diariamente que alianças podem mudar rapidamente e que muitos movimentos surgem menos por solidariedade verdadeira e mais por oportunidades políticas, insatisfações antigas ou interesses momentâneos. E isso também faz parte do jogo político.
O tempo mostrará qual estratégia produzirá mais resultado político. Mas, neste momento, a opção do prefeito parece clara, menos disputa pública e mais governabilidade.
Bado Jacoby, é apresentador e repórter da Start Comunicação

























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