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Esquema de tráfico de armas gerido por facção é alvo da Polícia Civil em São Leopoldo e outras sete cidades do RS

10 de set. de 2024
2 min de leitura

Imagem: divulgação/ Polícia Civil.

A Polícia Civil efetuou 17 mandados de busca em oito cidades gaúchas e no Rio de Janeiro. As medidas integraram a Operação Guns & Ammo, deflagrada nesta segunda-feira (9) contra um esquema de tráfico de armas e drogas gerido por uma facção. Duas pessoas foram presas.


Sob comando da 1ª Delegacia de Repressão a Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a ação somou 85 agentes e 22 viaturas. As diligências ocorreram nas cidades de Porto Alegre, Estância Velha, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Canoas, Gravataí, Sapucaia do Sul e Viamão, além da região de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.


Dois homens foram detidos em flagrante, sendo um em Canoas e outro em Porto Alegre. Houve a apreensão de uma pistola calibre .380, além de munições, carregadores, celulares e porções de maconha.


A ofensiva decorreu de um falso sequestro em São Leopoldo, registrado em 26 de outubro de 2023. Na ocasião, o proprietário de um mercado alegava ter sido raptado por criminosos que usavam camisetas da Polícia Civil quando deixava o expediente. O homem dizia ter passado a noite em cativeiro, enquanto sua família recebia mensagens exigindo dinheiro. Entretanto, ele foi libertado no dia seguinte, sem o pagamento de qualquer valor.


Ainda no final do ano passado, houve a Operação Extorsion, quando foi preso um criminoso apontado como mentor do arrebatamento. O homem de 36 anos, que estava foragido após romper uma tornozeleira eletrônica, soma antecedentes por três homicídios, cárcere privado, roubo, porte ilegal de armas, ameaça, receptação e lesão corporal.


Ocorre que o desdobramento da investigação revelou que o sequestro não passava de uma farsa com anuência da vítima. O dono do comércio acabou sendo indiciado como cúmplice, mas responde em liberdade.


Ainda foi descoberto que o homem preso como idealizador do suposto sequestro também era responsável por vender armas. De acordo com os investigadores, o armamento era adquirido com o lucro oriundo do tráfico de drogas e comercializado entre integrantes de uma facção que atua na Capital, Região Metropolitana e no Vale do Sinos. O objetivo da operação dessa manhã foi desarticular o esquema.


Fonte: Correio do Povo

 
 
 

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