Euforia: dólar cai a R$ 5,20 e Bolsa bate 182 mil pontos em novo recorde
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O dólar operou em forte queda nesta terça-feira (27), chegando próximo de R$ 5,20, enquanto o principal índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa, renovou recorde histórico e superou os 182 mil pontos no pregão. O movimento reflete a euforia dos investidores diante de dados econômicos considerados positivos e expectativas sobre juros no Brasil e no exterior.
A queda da moeda norte-americana ocorreu após a divulgação do IPCA-15 de janeiro, considerada uma prévia da inflação oficial, que registrou alta de 0,20%, abaixo das projeções do mercado. Esse resultado indica desaceleração da inflação no curto prazo, o que tranquiliza os agentes financeiros e reduz a percepção de pressão inflacionária imediata.
Por que o mercado reagiu com otimismo
O desempenho do mercado financeiro nesta terça tem como principal gatilho os números da inflação, interpretados como sinal de que o Brasil pode manter o controle dos preços sem um aperto monetário adicional mais agressivo. A inflação acumulada em 12 meses ficou em 4,5%, no teto da meta perseguida pelo Banco Central, reforçando a percepção de estabilidade dos preços.
Além disso, o dólar mais fraco frente ao real indica um aumento da confiança dos investidores no cenário doméstico, reduzindo a demanda por ativos considerados mais seguros, como a moeda americana. A expectativa de que os bancos centrais dos Estados Unidos e do Brasil mantenham as taxas de juros ou ajustem com cautela também favorece ativos de risco, impulsionando a Bolsa.
Fluxo de investimentos e recorde da Bolsa
Outro fator que ajuda a explicar a forte alta do Ibovespa é o retorno de investimentos estrangeiros às ações brasileiras, que vinha em ritmo forte ao longo de janeiro — com indícios de fluxos bilionários em direção ao mercado local, atraídos por perspectivas de maior retorno e estabilidade econômica.
Com isso, o principal índice da B3 avançou mais de 2% no dia, rompendo a marca dos 182 mil pontos e chegando a 183 mil pontos em máximas, algo inédito na série histórica. Esse comportamento sugere confiança dos investidores na economia brasileira e nas empresas listadas, especialmente em setores como financeiro e commodities.
Expectativas para a “Superquarta”
O mercado ainda tem os olhos voltados para a chamada “Superquarta”, quando serão anunciadas decisões de juros tanto pelo Banco Central do Brasil quanto pelo Federal Reserve, o banco central norte-americano. As expectativas em torno dessas decisões continuam a influenciar fortemente as posições dos investidores e a dinâmica do câmbio e da Bolsa.
Em resumo, a combinação de inflação fraca, perspectivas estáveis de juros e fluxo de capitais entrando no mercado acionário explicam a euforia observada nesta terça, com o Ibovespa atingindo máximas históricas e o dólar em trajetória de queda frente ao real.
Da redação do www.startcomunicacaosl.com.br































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