Fechamento da Rotermund: São Leopoldo se despede de uma marca que imprimiu sua própria história
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Prestes a completar 150 anos, a Rotermund, uma das marcas mais tradicionais da indústria gráfica brasileira e símbolo histórico de São Leopoldo, está deixando o mercado. As últimas unidades de seus produtos, especialmente as clássicas agendas de papel, foram fabricadas em novembro de 2025, marcando o encerramento de uma trajetória profundamente ligada à cidade e ao desenvolvimento gráfico do país.
Fundada em 1877 pelo imigrante alemão Wilhelm Rotermund, pastor luterano, professor e jornalista, a gráfica nasceu no Vale do Sinos e atravessou gerações, regimes políticos, crises econômicas e guerras mundiais. Em 2020, foi reconhecida pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica como a gráfica mais antiga em atividade no Brasil. Cadernos, calendários, blocos e agendas fizeram parte do cotidiano de gerações de leopoldenses e brasileiros.
Nos últimos anos, a produção da marca estava sob responsabilidade da Estação Gráfica, em São Leopoldo, por meio de contrato de royalties. Mesmo após a enchente de 2024, que atingiu a indústria no bairro Rio dos Sinos, a empresa manteve a linha Rotermund ativa. Contudo, com o falecimento de Renata Rotermund, bisneta do fundador, em agosto de 2025, e um impasse jurídico envolvendo a marca, a continuidade tornou-se inviável.
— Estamos em luto com toda essa história — afirmou o diretor comercial da Estação Gráfica, Conrado Andrade, que também tem laços familiares com a Rotermund.
As agendas de 2026 nas papelarias são as últimas a carregar um nome que ajudou a construir a identidade cultural e industrial de São Leopoldo. A Rotermund se despede do mercado, mas permanece viva na memória da cidade que a viu nascer.
Da redação do www.startcomunicacaosl.com.br / FONTE: Leandro Staudt































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