Fiocruz alerta que RS entrou em nível de alto risco para Síndrome Respiratória Aguda Grave
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O Rio Grande do Sul entrou em situação de alto risco para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme o mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz nesta quinta-feira (28). O avanço dos casos ocorre em meio ao cenário de baixa cobertura vacinal e aumento das doenças respiratórias em diversas regiões do Estado.
De acordo com o levantamento, o RS já ultrapassou o chamado limiar “muito alto” para ocorrência da doença. A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, afirmou que o crescimento acelerado dos casos levou à reclassificação do Estado para a categoria de alto risco.
Somente entre os dias 17 e 23 de maio foram registrados 514 casos de síndrome respiratória grave no Rio Grande do Sul, número que mantém a tendência de crescimento observada nas últimas semanas.
Segundo a Fiocruz, o aumento está relacionado principalmente à circulação de vírus respiratórios como Influenza A e Vírus Sincicial Respiratório (VSR), além de casos de Covid-19 ainda presentes em menor escala. Crianças pequenas e idosos seguem entre os grupos mais vulneráveis às complicações da doença.
O boletim também alerta para a pressão sobre os serviços de saúde, especialmente unidades de emergência e leitos hospitalares destinados ao atendimento de pacientes com doenças respiratórias.
Especialistas reforçam a preocupação com a baixa procura pela vacinação contra a gripe no Estado. Dados recentes da Secretaria Estadual da Saúde indicam que a cobertura vacinal segue abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, principalmente entre idosos, crianças e gestantes.
A orientação das autoridades sanitárias é para que a população atualize a vacinação e mantenha medidas preventivas, como higienização frequente das mãos, uso de máscara em caso de sintomas gripais e evitar contato próximo com pessoas doentes.
O avanço da SRAG ocorre em um período de queda nas temperaturas e maior circulação de vírus respiratórios típicos do inverno, cenário que costuma provocar aumento na procura por atendimento médico em todo o Estado.
FONTE: Fiocruz
























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