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Governo de Heliomar Franco apanha mais do que deveria e anuncia menos do que poderia - Por Bado Jacoby

O atual momento do governo do prefeito Heliomar Franco (PL), em São Leopoldo, revela uma contradição que começa a chamar atenção no cenário político e até em outros ambientes. A percepção corrente, é de a gestão apanha mais do que deveria e comunica menos do que poderia.


Eleito sob o signo da mudança, em oposição direta ao governo anterior, Heliomar assumiu com o respaldo de uma população que buscava novos rumos para a cidade. Como ocorre com boa parte das novas administrações, especialmente aquelas que rompem com o ciclo político anterior, o início foi marcado por dificuldades naturais, desde o desconhecimento pleno da máquina pública até a necessidade de construir uma base de governabilidade em meio a alianças complexas para se ter uma governabilidade necessária.


Além disso, o governo enfrentou entraves internos, como ajustes no primeiro escalão e episódios de desgaste político, incluindo o afastamento de aliados e tensões dentro da própria gestão, como a crise envolvendo a vice-prefeita Regina Caetano. Esses movimentos acabaram alimentando o discurso da oposição e ampliando a percepção de instabilidade.


No entanto, há um outro lado que precisa ser observado e que curiosamente, tem tido pouca visibilidade. A gestão apresenta resultados concretos que, do ponto de vista administrativo, são importantes. A melhoria na capacidade de crédito do município, por exemplo, abre portas para a captação de recursos externos. O ajuste das contas públicas, a manutenção e continuidade de obras herdadas, além do volume expressivo de emendas parlamentares destinadas à cidade, são indicativos de um governo que, apesar das dificuldades, tem produzido.


Aliás, nesse ponto, São Leopoldo vive um momento bem interessante e positivo. Talvez, o município nunca tenha contado com tantos recursos oriundos de emendas, fruto de articulações que ultrapassam barreiras ideológicas e envolvem diferentes campos políticos. Isto é um grande feito.


O problema central, portanto, não parece estar apenas na execução, mas na comunicação. O governo demonstra dificuldade em transformar ações administrativas em narrativa pública. Falta uma estratégia mais clara de diálogo com a população, com as instituições e até com setores aliados.


Esse vazio comunicacional acaba sendo ocupado por críticas, ruídos internos e narrativas adversárias. Episódios pontuais ganham proporção maior do que deveriam, enquanto entregas importantes passam despercebidas pelo grande público.


A política, especialmente em nível municipal, não se sustenta apenas na realização, ela depende, também, da capacidade de mostrar, explicar e convencer. Governar é, em grande medida, comunicar.


Se não houver uma correção de rota nessa área, o risco é evidente e um governo que tem realizações, não vai conseguir monetizar politicamente suas ações, deixando que sua imagem pública seja moldada mais pelos problemas do que pelos avanços.


Heliomar Franco ainda tem tempo para ajustar essa equação. Mas essa mudança precisa ser rápida e estratégica. Caso contrário, seguirá prevalecendo a percepção de crise — mesmo diante de resultados que poderiam contar uma outra história.


Bado Jacoby, é repórter e apresentador da Start Comunicação

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