Governo de ultradireita da Colômbia restringe equipes de resgate a países aliados e enfrenta críticas
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O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia na segunda-feira (10) deixou pelo menos 273 mortos, 377 desaparecidos e mais de 3,5 mil feridos. Em meio à emergência, o governo do presidente Abelardo de la Espriella passou a ser criticado pela decisão de restringir inicialmente a entrada de equipes estrangeiras de busca e resgate.
Até quinta-feira (13), apenas equipes dos Estados Unidos, Israel, Equador e El Salvador haviam sido autorizadas a atuar diretamente nas operações. Países como Brasil e México também ofereceram ajuda, mas encontraram dificuldades para enviar equipes especializadas.
A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, afirmou que equipes de resgate de seu país estavam preparadas para viajar à Colômbia, mas enfrentaram exigências adicionais de certificação. O governo colombiano nega que a escolha dos países tenha motivação política e afirma que os critérios são técnicos e relacionados à certificação internacional.
A coincidência, porém, chamou atenção porque os quatro países autorizados mantêm proximidade política com o novo governo colombiano, alimentando críticas de que o alinhamento ideológico estaria influenciando a resposta à tragédia.
Enquanto isso, as equipes colombianas continuam trabalhando em cidades atingidas, como Cali e Pereira, onde houve desabamentos e danos à infraestrutura. O governo também decretou emergência econômica para financiar a reconstrução das áreas afetadas.
A demora na mobilização internacional ocorre justamente no período mais crítico das buscas. As primeiras 72 horas após um terremoto são consideradas fundamentais para localizar sobreviventes presos sob os escombros.
Em meio à maior tragédia enfrentada pelo novo governo, a decisão sobre quem pode ou não participar dos resgates transformou a resposta humanitária em uma nova frente de disputa política.
Da redação do www.startcomunicacaosl.com.br
























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