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Governo do RS realiza pesquisa inédita sobre saúde de abelhas


Imagem: divulgação/ Seapi.

O governo do RS deu início nesta semana a uma pesquisa inédita para verificar a saúde das abelhas no Estado. A iniciativa deve levar 15 equipes a 375 propriedades em 97 municípios gaúchos para verificar a presença de pragas que levam as abelhas à morte. O resultado deve ser divulgado em maio.


Realizada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), a investigação tem como objetivo detectar a presença do ácaro da espécie Varroa destructor e do pequeno besouro das colmeias, da espécie Aethina tumida, em colmeias do estado. Os dois animais são transmissores de doenças às abelhas e podem causar até a morte de colmeias inteiras. Além disso, os produtores serão submetidos a questionários sobre a rotina de cuidados com as colmeias. Serão abordados fatores relacionados a alimentação, cuidados e rotina de manejo das abelhas nas propriedades. "Esse projeto é uma ideia bem antiga, para sabermos o que acontece com as abelhas no RS. Queremos saber as doenças que elas têm, o que está envolvido com a mortalidade delas, até para conduzir melhor os programas referentes a elas", diz Rita Dulac, médica veterinária, fiscal estadual veterinária da Seapi e uma das coordenadoras do estudo.


Tanto o ácaro, quanto o besouro, causam graves problemas a colmeias. Rita explica que o ácaro é uma praga tão grave que há uma lei que obriga produtores a notificar qualquer indício de presença do animal nas colmeias. Pesquisadores acreditam que as abelhas do RS, por serem africanizadas e mais violentas, se protegem bem desta espécie de aracnídeo - a pesquisa, no entanto, deve explicar melhor essa relação.


Já o pequeno besouro das colmeias é uma espécie invasora, que destrói abelheiros, mata larvas de abelha e prejudica a produção de mel. A espécie entrou no Brasil em 2015 e foi detectada no RS pela primeira vez no ano passado.


"É uma novidade. Como vamos abrir várias colmeias para fazer uma investigação, vamos aproveitar para procurar essa espécie também", explica Rita.


As abelhas coletadas serão analisadas por profissionais do Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Saúde Animal Desidério Finamor (CEPVDF). Antes de irem a campo, os profissionais que participarão da pesquisa passaram por um treinamento no centro de referência. A capacitação foi conduzida por Rita e Gustavo Diehl, coordenadores do Programa Estadual de Sanidade Apícola da Seapi.


Atualmente, o Rio Grande do Sul é o segundo maior produtor de mel do Brasil, com produção de 7,5 mil toneladas por ano. Mas Rita explica que as abelhas não são importantes apenas pela produção de mel, mas também como polinizadoras. "A maior importância das abelhas, além de produzir mel, que é algo que nos alimenta e traz dinheiro para o estado, é a polinização, que é essencial para a produção de alguns tipos de alimentos, como frutas, amêndoas e grãos. E as abelhas são o principal inseto polinizador. A existência de abelhas saudáveis é um fator de segurança alimentar", garante.


Fonte: g1


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