Guerra entre EUA, Israel e Irã faz petróleo disparar para perto de US$ 120 e aumenta temor de crise energética
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- há 6 horas
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A escalada da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã provocou uma forte turbulência no mercado global de energia. O preço do barril de petróleo disparou nos últimos dias e chegou a se aproximar de US$ 120, atingindo o nível mais alto desde 2022 e acendendo alertas sobre um possível choque energético mundial.
A alta ocorre em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio, que já inclui ataques a instalações militares e energéticas iranianas e ameaças de retaliação em diversos países da região. A tensão aumentou ainda mais após ataques realizados por forças americanas e israelenses contra alvos no Irã, seguidos por respostas militares do governo iraniano.
Temor de interrupção no fornecimento
O principal fator por trás da disparada dos preços é o risco de interrupção do transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. Cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo passa por esse estreito, que liga o Golfo Pérsico ao mercado internacional.
Com o aumento das tensões militares na região, petroleiros passaram a evitar a rota e parte da produção foi reduzida por países do Oriente Médio, o que intensificou o medo de escassez da commodity no mercado global.
Maior salto em décadas
Os contratos futuros do petróleo chegaram a registrar altas superiores a 20% em poucos dias, um movimento considerado raro no mercado. O Brent, referência internacional usada por grande parte dos países chegou a operar perto de US$ 119,50 por barril, enquanto o WTI, referência norte-americana, também superou a marca dos US$ 105.
Especialistas alertam que, se o conflito continuar se ampliando, os preços podem subir ainda mais nas próximas semanas, com impacto direto sobre combustíveis, transporte, alimentos e inflação em diversos países.
Impactos na economia mundial
A disparada do petróleo já provoca reflexos nas bolsas internacionais e aumenta a preocupação com a economia global. Mercados financeiros registraram quedas e analistas alertam para o risco de uma nova onda inflacionária causada pelo encarecimento da energia.
Governos e organismos internacionais acompanham o cenário com cautela. Entre as medidas discutidas está a possibilidade de utilização de reservas estratégicas de petróleo para conter os preços e evitar uma crise mais profunda no abastecimento mundial.
Da redação do www.startcomunicacaosl.com.br
























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