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Hospital Centenário já realizou mais de 850 operações em mutirão de cirurgias eletivas


Imagem: Alessandra Fedeski/ HC.

Após o período crítico da pandemia, São Leopoldo retomou com força o mutirão de cirurgias eletivas. Das 1.472 operações pactuadas em setembro de 2022 para serem concluídas até julho de 2023, foram realizadas 866, o que corresponde a 59%. Somente de catarata foram 584 intervenções. Todas elas realizadas no Hospital Centenário (HC). Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (3).


Outro número expressivo indica que foram registradas 3.357 consultas, 66,6% do total planejado. Em neuropediatria chegou a 100% e oftalmológica 97,3%. O investimento total do mutirão atinge R$ 3,5 milhões.


O prefeito Ary Vanazzi comemorou o avanço, mas alertou que, por ser uma demanda permanente, há um novo acúmulo. Diante do quadro, uma nova proposta foi elaborada. “O Governo Lula lançou um programa para zerar as filas. Nós estamos pleiteando um novo plano para 4.176 cirurgias. Isso vai depender da estrutura do HC, dos profissionais que queiram fazer o serviço e que o Estado nos repasse os recursos”, avaliou. Com a perspectiva de mais verbas do Ministério da Saúde, a meta é ampliar o serviço nos próximos meses. O novo programa municipal será lançado em julho.


Dificuldade com contratação de profissionais


Vanazzi afirmou que somente a liberação de recursos não basta, já que há grande inflação no preço dos serviços. “Hoje temos dificuldade de contratar profissionais em função dos custos e, muitas vezes, da ganância do setor privado em ganhar dinheiro num momento desses. O preço chega a aumentar 30%, 40%. Precisamos fazer esse debate na saúde pública”, alertou.


O secretário interino da Saúde, Diego Pitirini, lembrou que em outros momentos foi ainda mais difícil executar o planejamento. “Quando reassumimos a gestão em 2017, ninguém queria trabalhar na Secretaria da Saúde e no HC. Até hoje sofremos para achar equipes ginecológicas, por conta da imagem que ficou. Por isso é importante colocar as contas em dia e resgatar a credibilidade”, salientou.


Recursos para o Hospital Centenário


O prefeito também falou da necessidade de readequar o custo do hospital, que atualmente é sustentado com 70% de recursos do município. “A outra gestão deixou de repactuar com o governo do Estado em 2015, e agora pagamos a conta. Deixamos de receber cerca de R$ 600 milhões enquanto Novo Hamburgo e Sapucaia do Sul receberam”, ressaltou.


O presidente da Fundação Hospital Centenário, Nestor Schwertner, que tomou posse na última sexta-feira (31), reforçou a necessidade de integrar os entes da saúde com a comunidade e a relação com o Estado e com o governo federal. “Quanto mais nosso sistema estiver com bom andamento, mais podemos realizar os serviços e discutir recursos”, analisou.


O novo presidente trouxe dados para justificar a necessidade de uma nova pactuação com o governo do Estado. “Em 2022, dois terços da manutenção do hospital foram recursos direto do Município, ou seja, R$ 87 milhões de R$ 137 milhões, o que representa 66%. Os recursos estaduais equivalem a 8%. Tem um desafio enorme colocado para nós nesse projeto de integração”, frisou.


Fonte: PMSL


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