Impeachment de Dilma Rousseff completa 10 anos e ainda expõe feridas abertas da política brasileira
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- 17 de abr.
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Dez anos após a votação do impeachment da então presidente Dilma Rousseff, os principais personagens daquele processo seguiram caminhos distintos, mas os efeitos políticos daquele período ainda repercutem no país.
O impeachment começou em meio à crise econômica, aumento do desemprego, perda de apoio político e às acusações de “pedaladas fiscais” e decretos orçamentários sem autorização do Congresso.
Mas, além da crise fiscal, um dos fatores mais lembrados por aliados de Dilma foi o rompimento com Eduardo Cunha. Nos bastidores, integrantes do PT sustentam até hoje que Cunha retaliou o governo após não receber apoio do partido na Comissão de Ética da Câmara, onde enfrentava denúncias de corrupção.
Na época, deputados petistas se recusaram a blindar Cunha, que pouco depois aceitou o pedido de impeachment apresentado pelos juristas Janaína Paschoal, Miguel Reale Júnior e Hélio Bicudo.
Outro ponto apontado por aliados da ex-presidente é que Dilma acabou ficando isolada politicamente. Parte da base aliada abandonou o governo, enquanto lideranças do próprio PT demoraram a reagir diante da perda de apoio no Congresso e nas ruas.
A sessão de 17 de abril de 2016 marcou a história política brasileira. Por 367 votos a 137, a Câmara autorizou a abertura do processo. Em agosto, o Senado confirmou o impeachment e encerrou o mandato de Dilma.
Hoje, Dilma preside o banco dos Brics. Eduardo Cunha foi cassado e preso. Michel Temer assumiu a Presidência e segue influente nos bastidores. Já Jair Bolsonaro ganhou projeção nacional naquele momento e, dois anos depois, chegaria ao Palácio do Planalto.
Da redação do www.startcomunicacaosl.com.br /Bado Jacoby
























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