Indecisos e votos nulos lideram e expõem cenário indefinido na corrida pelo governo do RS
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A pesquisa Genial/Quaest para o governo do Rio Grande do Sul reforça um cenário de ampla indefinição na disputa de 2026. Mais do que o desempenho dos candidatos, o dado que chama atenção é o tamanho do eleitorado que ainda não escolheu em quem votar.
Na pesquisa estimulada para o primeiro turno, Juliana Brizola registra 24% das intenções de voto, seguida por Luciano Zucco com 21%. Apesar da vantagem numérica, há empate técnico dentro da margem de erro, que é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Na sequência, Gabriel Souza aparece com 6%, seguido por Marcelo Maranata com 2%, e Rejane Oliveira com 1%.
O maior bloco, no entanto, está fora das candidaturas: os indecisos somam 34%, enquanto 12% afirmam que pretendem votar em branco ou nulo. Na prática, isso significa que 46% do eleitorado ainda não está vinculado a nenhum candidato, um percentual superior ao de qualquer concorrente.
Eleição aberta e sem liderança consolidada
O levantamento mostra um cenário de equilíbrio entre os principais nomes e ausência de liderança isolada. A diferença entre os dois primeiros colocados está dentro da margem de erro, o que impede apontar um favorito neste momento.
Mais do que isso, o alto número de indecisos transforma a disputa em uma eleição completamente aberta. Hoje, o maior “grupo eleitoral” é justamente o daqueles que ainda não definiram seu voto.
Segundo turno mantém alto nível de indefinição
A pesquisa também simulou um eventual segundo turno entre Juliana Brizola e Luciano Zucco.
No cenário, Juliana aparece com 35%, enquanto Zucco soma 27%. Ao mesmo tempo, 14% declaram voto branco, nulo ou não pretendem votar, e outros 24% seguem indecisos. Isso significa que, mesmo em um eventual segundo turno, 38% do eleitorado ainda não está efetivamente vinculado a nenhum dos dois candidatos, mantendo a disputa aberta.
Campanhas e debates devem definir o resultado
O elevado índice de indecisão indica que a eleição será definida ao longo da campanha. Com uma parcela significativa do eleitorado ainda fora das candidaturas, fatores como desempenho em debates, estratégias de comunicação e apresentação de propostas devem ser determinantes. Cenários como este costumam apresentar alta volatilidade, com mudanças relevantes nas intenções de voto conforme a campanha avança.
FONTE: Instituto Genial/Quaest
























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