Inicia período de teste da rede elétrica subterrânea da rua Independência
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- 14 de nov. de 2024
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A RGE realizou na semana passada a vistoria da rede subterrânea de energia elétrica nas primeiras quadras da rua Independência, entre a avenida Dom João Becker até a rua Osvaldo Aranha, além da quadra da Câmara de Vereadores. A rede elétrica deste trecho deve passar por um período de teste de 30 dias e será energizada de maneira assistida, com a finalidade de verificar sua autonomia.
Segundo o engenheiro eletricista da Secretaria de Obras e Viação (Semov), Frederico Petry, existe a possibilidade de antecipar o prazo de operacionalização da rede elétrica. “Estamos trabalhando pra reduzir este prazo pela metade, mas ainda não há confirmação. Depois de receber o ok da RGE, iniciam-se os trabalhos de migração de carga dos clientes, ou seja, retirar o ramal que liga ao poste e interligar com a nova rede”, explica Petry.
Inicialmente, os postes e a rede aérea seriam retirados depois de concluída toda a parte da obra de engenharia e de rede subterrânea nas oito quadras da Rua Grande. Porém, houve mudança no cronograma e as três primeiras quadras, a partir da Câmara de Vereadores até a Osvaldo Aranha, assim que o período de teste for finalizado, terão a ligação dos ramais de energia elétrica nos prédios residenciais e comerciais interligados ao sistema subterrâneo, entrando em funcionamento. Os postes e a rede aérea serão removidos neste trecho.
Rede elétrica subterrânea terá 24 km de cabos principais
Em março deste ano, Petry deu detalhes sobre a dimensão da obra e o funcionamento da parte elétrica da Rua Grande. A rede elétrica terá mais de 12 km de tubulações em ambos os lados ao longo das oito quadras. Serão 24 Km de cabos principais na rede subterrânea, mais de 100 caixas de distribuição e oito transformadores com capacidade de 300 Kilovoltampere (kVA), distribuídos nas oito quadras.
Os números dos dutos da rede lógica (telefonia e internet) impressionam: serão mais de 84 km de dutos, 80 caixas de distribuição e oito caixas concentradoras principais.
“As chaves de manobra e barramentos de distribuição, por exemplo, são muito diferentes das utilizadas em postes e tem custo muito mais elevado. A chave inclusive não tem fabricação nacional. Os transformadores de distribuição que normalmente ficariam nos postes agora são remanejados para a calçada das ruas transversais. São oito transformadores blindados instalados em caixas especiais chamadas de Pedestal”, afirma o engenheiro.
Baixa tensão
A tensão de fornecimento doméstica e comercial de pequeno porte (127 Volts ou 220 Volts) passa por dutos enterrados sob a calçada nos dois lados da rua. Caixas de concreto enterradas permitem a conexão dos clientes que hoje são atendidos pela rede aérea e que vão passar a receber a energia pela infraestrutura subterrânea. Não haverá nenhum custo para o consumidor.
Média tensão
A rede de média tensão (13 mil e 800 Volts) atende edifícios e condomínios especiais que demandam mais energia. Esta rede estará enterrada em dutos posicionados do lado esquerdo ao longo de toda extensão da Independência e conta com caixas subterrâneas para distribuição. Esses clientes já tem dutos até o poste e serão conectados no subterrâneo. Não haverá nenhum custo para o consumidor.
Iluminação pública
De acordo com Frederico Petry, como não vão mais existir postes, a iluminação pública também precisa ser repensada. “Novos postes ornamentais de ferro galvanizado vão ser instalados em um dos lados da rua a cada 20 metros. Uma rede subterrânea exclusiva vai conduzir os cabos de energia”, diz o engenheiro eletricista.
Fonte: PMSL
























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