Inquérito do golpe: PF deve fazer novo relatório e indiciar suspeitos que ainda não haviam sido identificados
- Start Comunicação

- 9 de jan. de 2025
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A Polícia Federal deve enviar, em breve, ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório complementar ao que já foi entregue em novembro passado no inquérito sobre a suposta tentativa de golpe de Estado tramada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e por seus aliados.
A informação sobre o novo relatório foi dada pelo diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, em entrevista ao jornal "O Globo", na segunda-feira (6).
Segundo uma pessoa que acompanha as investigações, o relatório complementar da PF deverá trazer nomes de novos suspeitos que teriam exercido papel secundário na organização criminosa e conseguiram permanecer ocultos até agora por causa dos métodos de proteção de identidade que o grupo costumava usar.
O novo documento também deve conter análise dos materiais apreendidos na última operação deflagrada no âmbito do inquérito – a Operação Contragolpe, que prendeu o general Braga Netto em dezembro passado.
Neste mês, o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, analisa o relatório com os indiciamentos já feitos pela PF – 40 no total. Cabe à PGR apresentar uma eventual denúncia para dar início a uma ação penal no Supremo. O relator do caso no tribunal é o ministro Alexandre de Moraes.
A expectativa da equipe de Gonet é que a análise em andamento seja célere, porque o caso é tratado como prioridade no órgão e porque há investigados presos preventivamente. Ao mesmo tempo, um auxiliar afirma que o procurador-geral não fará nada de forma açodada.
Os crimes imputados pela PF são abolição do Estado democrático de direito (pena de até 8 anos), golpe de Estado (pena de até 12 anos) e organização criminosa (pena de até 8 anos).
A expectativa na PGR é que se o novo relatório não for enviado pela PF antes de uma eventual denúncia, o órgão poderá apresentar um complemento posterior (aditamento) ao Supremo.
Além do ex-presidente Jair Bolsonaro e do general Braga Netto, já foram indiciados pela PF:
O general Augusto Heleno, que chefiou o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo passado;
O ex-ministro da Justiça Anderson Torres;
O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem;
O ex-ministro da Defesa general Paulo Sérgio Nogueira;
O ex-ajudante de ordens tenente-coronel Mauro Cid.
Fonte: g1
























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