Inteligência Artificial: o que é ruído e o que veio para ficar - Por Getulio Zanotti
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Nos últimos tempos, tudo parece virar pretexto para falar de inteligência artificial. E não por acaso. A tecnologia conquistou espaço rapidamente e já provoca mudanças reais no mercado, especialmente na área de tecnologia. Passado o primeiro impacto, talvez seja hora de reduzir o barulho e tratar o tema com mais maturidade.
A seguir, quatro perguntas essenciais ajudam a separar exageros, modismos e transformações duradouras.
Existe uma bolha de inteligência artificial?
Sim, existe. Mas é importante definir o termo. Uma bolha ocorre quando há surgimento descontrolado de negócios semelhantes e/ou uma valorização rápida e insustentável dessas iniciativas.
A própria internet é o melhor exemplo. No final dos anos 1990, empresas digitais surgiam diariamente e estreavam com valores astronômicos. A bolha estourou, mas isso não tornou a internet irrelevante, pelo contrário. Hoje, praticamente toda a nossa vida passa por ela. A bolha some, a tecnologia permanece.
O que é ruído e o que é, de fato, revolução?
Nem tudo que brilha é ouro. Nem toda novidade é inovação. A ideia de que um software vai tocar um negócio sozinho, escrever um trabalho acadêmico completo ou substituir profissionais como advogados e terapeutas é um exagero quase messiânico.
A inteligência artificial não cria algo que você não saiba pedir com clareza. Ela não automatiza processos inexistentes e não substitui aspectos humanos essenciais, como julgamento, ética e empatia.
Por outro lado, a IA é extremamente eficiente para reescrever textos, editar imagens, buscar informações, automatizar tarefas e auxiliar análises para decisões importantes.
Como usar a IA no dia a dia?
Casos práticos explicam melhor do que teoria. No cotidiano, a IA pode ajudar a consolidar notícias, comparar produtos antes de uma compra, escolher o próximo livro, organizar e-mails, criar conteúdos simples para mensagens e responder dúvidas rápidas.
Usada dessa forma, ela atua como uma ferramenta de apoio, não como substituta do raciocínio humano.
E nos negócios, como implementar?
No ambiente profissional, o uso exige mais critério. A IA deve ser vista como ferramenta de eficiência, não como um “novo funcionário”. Ela funciona melhor ao automatizar tarefas repetitivas, padronizar documentos, estruturar relatórios, consolidar dados e atuar como um copiloto, inclusive para pequenos códigos e fluxos de trabalho.
A inteligência artificial veio para ficar, assim como a internet. A diferença está em como escolhemos utilizá-la. Trata-se de uma tecnologia poderosa, que exige cautela: dados sensíveis não devem ser tratados sem cuidado, automações críticas precisam de supervisão e decisões relevantes continuam exigindo critério humano.
Mais do que aderir à moda, vale buscar conhecimento e orientação técnica. No fim das contas, a questão não é usar ou não usar IA, mas usar bem ou usar mal.

Getulio Zanotti, é especialista em digitalização de negócios, programador por formação e fundador da Aion Inovação, consultoria focada em organização de processos, automação e uso prático de tecnologia nas empresas.































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