Investigação da Caixa conclui que há indícios de assédio por parte do ex-presidente Pedro Guimarães
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- 27 de out. de 2022
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A corregedoria da Caixa Econômica Federal concluiu a investigação interna a respeito das denúncias de assédio sexual e moral por parte do ex-presidente do banco Pedro Guimarães. Depois de ouvir mais de 50 depoimentos, a corregedoria diz que "é possível afirmar que há indícios de práticas irregulares de índole sexual".
O documento, que tem mais de 500 páginas, foi obtido pelo Jornal Nacional, da TV Globo, e revelado nesta terça-feira (25). De acordo com a emissora, ele foi apresentado ao Conselho de Administração da Caixa, aos Ministérios Públicos Federal e do Trabalho, à Controladoria-Geral da União e à Comissão de Ética da Presidência da República.
No documento, a corregedoria da Caixa afirma que "dos fatos relatados pelos entrevistados e depoentes, corroborados pelos demais elementos de prova, é possível afirmar que há indícios de práticas irregulares de índole sexual. E ao que tudo aponta, teriam sido praticadas de forma reiterada e se utilizando das mais variadas formas de expressão (física, gestual ou verbal) e valendo-se, inclusive, e em especial, da condição de presidente da empresa".
De acordo com a investigação, Guimarães adotava práticas como "abuso do poder hierárquico, atitudes constrangedoras, comportamentos agressivos, tratamento ríspido e submissão de empregados a práticas de humilhação e vexame".
A corregedoria concluiu, ainda, que "os relatos expõem uma gestão pautada na cultura de medo, comunicação violenta, insegurança, manipulação, intransigência e permissão ao assédio".
Fonte: iG
























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