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Irã intensifica ataques contra Israel e países do Golfo e ameaça retaliação “devastadora” aos EUA


Foto: JACK GUEZ / AFP
Foto: JACK GUEZ / AFP

O Irã lançou novos ataques contra Israel e países do Golfo nesta segunda-feira (6) e fez um alerta de possíveis represálias “devastadoras” caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumpra a ameaça de atingir instalações civis.

Mais de um mês após o início do conflito no Oriente Médio, iniciado em 28 de fevereiro após ofensiva conjunta dos EUA e de Israel contra o Irã, Teerã voltou a lançar mísseis e drones contra alvos em Israel, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.


Em Israel, equipes de resgate encontraram duas pessoas mortas sob os escombros de um prédio atingido por um míssil iraniano na cidade de Haifa. Outras duas seguem desaparecidas. Em resposta, o Exército israelense anunciou uma nova série de ataques contra Teerã.

A Guarda Revolucionária confirmou a morte de seu chefe de inteligência, Majid Khademi, em um bombardeio atribuído ao que chamou de “inimigo americano-sionista”.

Na capital iraniana, ataques atingiram áreas residenciais, danificaram uma instalação de gás, interrompendo o abastecimento em parte da cidade, e provocaram danos a uma universidade próxima. Segundo a imprensa local, ao menos oito hospitais foram evacuados. Já na cidade de Qom, cinco pessoas morreram após um ataque a um bairro residencial.


Escalada de ameaças

Após declarações de Trump sobre possíveis ataques a infraestruturas civis, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, classificou a ameaça como potencial “crime de guerra”.

Em comunicado, o comando militar iraniano afirmou que, caso ataques a civis continuem, as próximas ações serão “muito mais devastadoras e amplas”.

Trump também elevou o tom ao pressionar pela reabertura do Estreito de Ormuz, fundamental para o transporte global de petróleo. Ele chegou a publicar um ultimato nas redes sociais exigindo a retomada da circulação na região.


Impacto global

O fechamento do Estreito de Ormuz desde o início do conflito tem provocado forte impacto na economia mundial, com alta nos preços do petróleo. As cotações do Brent e do WTI giravam em torno de US$ 110 por barril nesta segunda-feira.

Países produtores, como Arábia Saudita e Rússia, anunciaram aumento na produção por meio da aliança Opep+ para tentar conter a volatilidade.

Os efeitos já são sentidos em diversas regiões. No Egito, por exemplo, foi imposto toque de recolher comercial para reduzir o consumo de energia.


Conflito regional se amplia

Nos países do Golfo, ataques iranianos continuam sendo registrados. O Kuwait informou seis feridos após bombardeios, enquanto os Emirados Árabes Unidos relataram uma pessoa ferida por destroços de drones interceptados.

No Líbano, o grupo Hezbollah reivindicou novos lançamentos de foguetes contra Israel. Em resposta, forças israelenses intensificaram bombardeios em Beirute, incluindo ataques próximos a hospitais e áreas urbanas, deixando mortos e feridos.

Especialistas avaliam que, nas condições atuais, a possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e Irã é remota, indicando a continuidade da instabilidade e da escalada militar na região.


Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: Correio do Povo

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