Isolada no PP local e sem respaldo estadual, Regina Caetano encontra no Podemos seu novo caminho
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A saída de Regina Caetano do PP, partido pelo qual se elegeu vice-prefeita de São Leopoldo, não chega a surpreender. Na prática, foi o desfecho de um processo de desgaste que já vinha se arrastando há vários meses, e que tornou sua permanência na sigla praticamente inviável.
Isolada dentro do Progressistas local após a decisão de deixar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico (Sedetec) sem alinhamento com o partido, Regina viu sua relação política interna se deteriorar de maneira irreversível. O desgaste com o presidente municipal da sigla, Rafael Padilha, que havia sido nomeado há poucos dias, como seu secretário adjunto e soube, assim como o restante do partido, de sua saída pelas redes sociais, não foi digerido pela maioria da legenda. A situação se agravou ainda mais diante do constrangimento a que Rafael Padilha foi exposto junto a entidades empresariais da cidade, que teriam sido acionadas para se manifestar contra sua nomeação. Não havia dúvida de que o cenário caminhava para o rompimento, que acabou se confirmando.
Sem respaldo da direção estadual, que optou por não intervir na disputa interna e lavou as mãos, o caminho para a saída acabou sendo natural. Nesse contexto, a filiação ao Podemos surge como consequência direta da aproximação com o ex-vereador Gabriel Dias, hoje também em posição de oposição ao governo municipal. A mudança de partido não apenas consolida o afastamento político, como também projeta novos desdobramentos para o futuro.
O movimento, no entanto, traz um elemento incomum, já que Regina, passa a integrar um partido que faz oposição declarada à administração da qual ela própria ainda é vice-prefeita. Uma situação rara na política local, que evidencia o nível de ruptura com o prefeito Heliomar Franco e com a primeira-dama e secretária Simone Dutra.
Com apenas 16 meses de gestão, o governo municipal passa a conviver com um cenário político imprevisível e quase exótico. Administrar essa nova configuração exigirá habilidade, paciência e articulação, diante de um quadro que foge ao padrão tradicional da política leopoldense e que promete influenciar diretamente os próximos movimentos no tabuleiro local.
Outro efeito colateral dessa movimentação recai sobre o próprio Podemos. A chegada de Regina tende a reconfigurar os espaços internos da sigla, impactando diretamente projetos já em curso, como a pré-candidatura a deputado de Robson Camargo, presidente do Sindiguardas, que ingressou no partido com a perspectiva de disputar uma vaga à Câmara Federal há poucos dias, e nem sequer foi consultado ou avisado da filiação da vice-prefeita.
Bado Jacoby, é apresentador e repórter da Start Comunicação



























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