Kassab libera integrantes do PSD para participar do governo Lula, mas defende independência do partido

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta terça-feira (27) que integrantes do partido poderão ocupar cargos no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no último domingo. Apesar da abertura para participar da nova gestão, Kassab ressaltou que a legenda pretende manter independência política em relação ao governo federal.
“Vamos permitir que nossos companheiros integrem o governo, mas sem submissão. A independência é o melhor caminho”, declarou Kassab durante um evento em Brasília, em meio às articulações para a formação da equipe ministerial que assumirá em 2027.
A posição ocorre após o PSD ter adotado neutralidade no segundo turno presidencial. A legenda lançou o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência, mas, depois de sua eliminação no primeiro turno, liberou seus integrantes para escolherem entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL).
A estratégia permite que o partido participe da administração federal sem assumir compromisso de apoio integral ao presidente. Kassab defende que parlamentares tenham autonomia para votar de acordo com suas convicções e com as posições da sigla.
Kassab comenta resultado eleitoral
Durante o mesmo evento, o dirigente também avaliou a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro. Na análise de Kassab, a experiência política do presidente e a maior exposição dos candidatos durante o segundo turno contribuíram para o resultado.
O presidente do PSD afirmou ainda que parte dos eleitores de outras candidaturas não migrou automaticamente para Flávio Bolsonaro após o primeiro turno, o que teria limitado o crescimento do candidato do PL.
Além das articulações para o novo governo, Kassab defendeu a implantação do voto distrital misto nas eleições legislativas e afirmou que o PSD pretende cobrar dos seus parlamentares alinhamento à posição partidária sobre o tema.
A movimentação do PSD pode ter peso nas negociações políticas do próximo mandato, especialmente pela presença da legenda no Congresso Nacional e pela possibilidade de participação de seus quadros na Esplanada dos Ministérios.
Da redação do www.startcomunicacaosl.com.br

























Comentários