Laudo aponta limitações para operação do barco Peixe Dourado no Rio dos Sinos

Um laudo técnico solicitado pela Procuradoria-Geral do Município (PGM) e elaborado por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente avaliou a possibilidade de operação do Barco Peixe Dourado no Rio dos Sinos e apontou uma série de limitações relacionadas tanto às características da embarcação quanto às condições da hidrovia. A conclusão do estudo é de que não é recomendada a operação regular da embarcação sem a realização de levantamentos hidrográficos e verificações específicas dos trechos onde se pretende realizar a navegação.
De acordo com o documento, o Rio dos Sinos apresenta variações significativas no nível da água ao longo do ano, além de trechos sujeitos a assoreamento, formação de bancos de areia e redução da profundidade do canal navegável. Essas condições podem comprometer a previsibilidade da operação, principalmente durante períodos de estiagem.
O laudo também analisa as características do Peixe Dourado, catamarã destinado ao transporte de passageiros, com 18,59 metros de comprimento, 7,10 metros de largura e deslocamento de 28 toneladas. O calado estático informado é de 0,70 metro, enquanto o documento considera um calado operacional estimado em aproximadamente 1,70 metro, levando em conta os efeitos hidrodinâmicos durante a navegação.
Pontes são apontadas entre os principais pontos de atenção
Além da profundidade do rio, o estudo chama atenção para as pontes existentes ao longo do Rio dos Sinos. Segundo o laudo, para avaliar a viabilidade da navegação é necessário verificar o vão livre vertical, a largura disponível entre os pilares, a influência das correntes e a margem de segurança necessária para a passagem da embarcação.
Entre os riscos apontados estão encalhes em trechos rasos, danos à embarcação por contato com o fundo, dificuldades de manobra, colisões com estruturas das pontes e interrupções das viagens em períodos de condições hidrológicas desfavoráveis.
O documento também observa que essas limitações podem resultar em aumento dos custos de operação e manutenção, além de representar riscos para a segurança de passageiros e tripulantes.
Laudo recomenda cautela e novos levantamentos
Na conclusão, o responsável técnico pelo estudo, Eloilson Luís da Silva Pereira, recomenda cautela em relação à utilização do Peixe Dourado no Rio dos Sinos.
O documento ressalta que uma conclusão definitiva sobre a adequação da embarcação depende da obtenção de dados técnicos verificáveis, levantamentos hidrográficos e verificações do gabarito das pontes nos trechos previstos para a navegação.
Assim, segundo o laudo, na ausência dessas informações e verificações, não está tecnicamente demonstrada a segurança necessária para uma operação regular do catamarã no Rio dos Sinos, considerando as características da embarcação e as variações das condições do rio ao longo do ano.
Da redação do www.startcomunicacaosl.com.br /Bado Jacoby

























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