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Maior apreensão de cocaína da história de SC provoca prejuízo milionário ao crime organizado

PMSC e PRF apreendem 3.550 quilos de cocaína em Santa Catarina — Foto: PMSC/Divulgação
PMSC e PRF apreendem 3.550 quilos de cocaína em Santa Catarina — Foto: PMSC/Divulgação

A maior apreensão de cocaína da história de Santa Catarina representou um duro golpe na estrutura logística do crime organizado. Entre a noite de sexta-feira (17) e a madrugada deste sábado (18), uma operação conjunta da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) retirou de circulação 3,55 toneladas de cocaína, causando um prejuízo estimado entre R$ 170 milhões e R$ 350 milhões às facções criminosas.


A droga foi encontrada em duas residências desocupadas utilizadas como depósitos clandestinos. No bairro Gravatá, em Navegantes, os policiais localizaram 1.550 quilos de cocaína. Pouco depois, uma segunda carga, com 2 toneladas, foi apreendida em um imóvel no bairro Velha, em Blumenau.


A megaoperação é resultado do trabalho de inteligência iniciado após a apreensão de 487 quilos de cocaína em um furgão abordado pela PRF na BR-101, em Joinville, dias antes. O motorista, de 39 anos, foi preso em flagrante e as informações obtidas durante a investigação levaram à identificação dos imóveis utilizados pela organização criminosa para armazenar grandes carregamentos da droga.


As casas estavam vazias no momento da ação, indicando que funcionavam como verdadeiras "casas-cofre", usadas apenas para ocultar o entorpecente antes da distribuição. Durante os desdobramentos da operação, um suspeito que tentava fugir foi localizado e preso pela Polícia Militar.


As investigações apontam que cidades do Vale do Itajaí e do Litoral Norte catarinense eram utilizadas como centros logísticos da organização criminosa. A cocaína seguiria pela BR-101 em direção a São Paulo, enquanto parte da carga também pode ter como destino o mercado internacional, por meio dos portos de Itajaí e Navegantes.


Agora, a Polícia Civil e a Polícia Federal trabalham para identificar os proprietários dos imóveis, mapear toda a cadeia logística do grupo criminoso e chegar aos líderes da organização responsável pelo esquema de tráfico internacional.


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