Mais de 300 mortos e 1.300 desaparecidos após avalanche de lama entre Nepal e Tibete
- Andressa Brunner Michels - Jornalista - MTB 19281/RS

- há 43 minutos
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Uma avalanche de água, lama e destroços provocada pelo colapso parcial de uma geleira deixou mais de 300 mortos e cerca de 1.300 desaparecidos na região de fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China. As buscas por sobreviventes continuam nesta quinta-feira (27).
Imagens registradas por uma câmera de segurança mostram a força da avalanche de lama, que atingiu um prédio de vários andares no lado chinês. Dezenas de pessoas aparecem correndo para escapar da enxurrada.
A força da água e da lama foi comparada a um tsunami e chegou a ser registrada como um evento sísmico de magnitude 5,2 pelo Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS).
No Nepal, a enxurrada atingiu os vales dos rios Trishuli e Bhote Koshi, destruindo casas, mercados e outras estruturas. “Acabou tudo”, relatou à AFP Omkar Joshi, de 35 anos, que buscou abrigo nas colinas da localidade de Timure.
Buscas continuam
Equipes de resgate trabalham em meio à lama e aos destroços em busca de sobreviventes, com apoio de cães farejadores e helicópteros. O Exército nepalês informou ter retirado 105 pessoas de áreas de risco e também realizou o envio de materiais médicos e ajuda humanitária.
As autoridades ainda temem novas inundações devido a um possível bloqueio em um rio na região de fronteira entre Nepal e China.
O desastre também mobilizou os governos dos dois países. O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, e o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, visitaram áreas atingidas para acompanhar as operações.
Os Estados Unidos anunciaram uma ajuda de US$ 500 mil para auxiliar nos trabalhos de emergência.
As fortes chuvas de monção, comuns entre junho e setembro no sul da Ásia, costumam provocar inundações e deslizamentos. Cientistas alertam que as mudanças climáticas podem aumentar a intensidade e a frequência desses eventos extremos.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: Correio do Povo
























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