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Mais de 430 mil casas foram danificadas por eventos climáticos no RS em 10 anos, diz estudo

7 de ago. de 2023
2 min de leitura

Imagem: Digue Cardoso/ Semae.

Segundo estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), 430,7 mil residências foram destruídas parcial ou totalmente por eventos climáticos entre 2013 e 2022 no Rio Grande do Sul. De acordo com a entidade, os prejuízos em habitação chegam a cerca de R$ 2 bilhões e o Estado só fica atrás de Santa Catarina em número de residências danificadas ou destruídas durante o período.


Além disso, 391,7 mil pessoas foram desalojadas ou desabrigadas no Estado devido aos desastres naturais no período – o quarto Estado com mais pessoas afetadas, atrás de Amazonas, Bahia e Minas Gerais. De abrangência nacional, o estudo da CNM aponta que a Região Sul foi a mais afetada no Brasil durante a última década: 1,06 milhão de residências danificadas ou destruídas, o que representa 46,7 % das ocorrências nacionais.


O documento também aponta que 2022 foi o pior ano da última década em número de residências destruídas total ou parcialmente no país: foram 371.172 apenas no ano passado. Como o levantamento apontou dados até o último ano, os ciclones extratropicais que passaram pelo Rio Grande do Sul em junho e julho, e afetaram milhares de moradores do estado, não foram contabilizados.


O que diz o governo do Estado


No estudo que apontou o número de residências afetadas por eventos climáticos, a CNM recomenda seis eixos de ações ao poder público:


  • Estruturação de uma política nacional integrada de desenvolvimento urbano;

  • Priorização do atendimento das famílias que residem em áreas de risco;

  • Viabilização de políticas integradas urbanas e ambientais de recuperação e proteção das áreas de risco/relevância ambiental que passaram por desocupação;

  • Reforço e priorização no acesso a recursos em programas federais urbanos para os municípios afetados;

  • Simplificação para o acesso de recursos e programas aos municípios;

  • Estruturação de um programa nacional de capacitação, fortalecimento e modernização de cadastros locais e atualização de planos diretores.


A Secretaria Estadual de Habitação e Regularização Fundiária informou que está fazendo um levantamento junto com a Defesa Civil para ajudar os municípios na busca por recursos.


"Ficou combinado que a Defesa Civil faria o aporte de recursos diretamente para as prefeituras quando ocasionada a destruição parcial de habitação. Quando for destruição total da habitação, a tendência é de que o governo do estado receba recurso e a própria secretaria da Habitação execute a política pública de reconstrução das casas", afirma Fabrício Guazzelli Peruchin, secretário de Habitação e Regularização Fundiária do Rio Grande do Sul.


A pasta também salienta que tem atuado junto à Defesa Civil no suporte aos municípios para que preencham a documentação necessária ao recebimento de recursos do governo federal. No caso específico das passagens de ciclones, de acordo com a secretaria, o governo federal teria recursos exclusivos para a reconstrução de casas.


Fonte: g1

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