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"Memórias que a água não levou": Teatro Municipal recebe lançamento de documentário sobre escolas-abrigo nas enchentes de 2024


Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

As experiências vividas por educadores, estudantes, famílias e voluntários durante as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 são o tema do documentário "Memórias que a água não levou: Escolas-abrigo nas enchentes do RS (2024)", que será lançado no dia 14 de julho, às 18h, no Teatro Municipal de São Leopoldo. A entrada é gratuita, mediante confirmação de presença por meio de inscrição antecipada (http://bit.ly/4p50KUS).

A produção reúne relatos de pessoas que participaram da transformação de escolas em espaços de acolhimento, proteção e reconstrução da vida comunitária durante a maior tragédia climática da história do Estado. O lançamento conta com o apoio da Secretaria Municipal de Educação de São Leopoldo.


O documentário é resultado da pesquisa "Histórias da Escola: Modos de recompor identidades em contextos de desastres climáticos", desenvolvida ao longo dos últimos dois anos com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS). O estudo investiga como as comunidades escolares enfrentam situações provocadas por eventos climáticos extremos e de que forma essas experiências transformam a identidade das instituições de ensino.


A coordenação da pesquisa é do professor José Edimar de Souza, enquanto o documentário foi desenvolvido pela pesquisadora Elisângela Cândido da Silva Dewes, do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Caxias do Sul, com bolsa de pós-doutorado da FAPERGS.


Ao longo da produção, escolas e iniciativas comunitárias dos municípios de São Leopoldo, Canoas, Estância Velha, Novo Hamburgo, Porto Alegre e São Valentim do Sul compartilham vivências marcadas pelos desafios cotidianos, pelas redes de solidariedade e pelo trabalho coletivo realizado durante o período em que as instituições funcionaram como abrigos.


Mais do que registrar acontecimentos, o documentário propõe uma reflexão sobre memória, educação, políticas públicas e os impactos das mudanças climáticas. Ao preservar as histórias de quem transformou escolas em espaços de esperança, a produção busca fortalecer a memória coletiva sobre a tragédia de 2024 e ampliar o debate sobre o papel da educação diante de situações de calamidade.

Após a exibição no Teatro Municipal, o filme será disponibilizado gratuitamente no YouTube na mesma noite, permitindo que o conteúdo alcance um público ainda maior.


Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels com colaboração da jornalista Daiane Mendes Luz

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