Mendonça determina investigação de Flávio Bolsonaro no caso do filme Dark Horse

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou à Polícia Federal a abertura de uma investigação contra o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A apuração deverá investigar possíveis irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A informação foi divulgada pela CNN. A investigação busca esclarecer se houve prática de crimes relacionados ao financiamento da produção e a possíveis desvios de recursos públicos.
A determinação ocorre no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a Operação Make Up, que tem entre os alvos o deputado federal Mário Frias (PL-RJ) e a produtora do filme, Karina da Gama. Ao todo, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. A operação foi autorizada pelo ministro do STF Flávio Dino.
Investigação mira contratos e emendas
A apuração da PF analisa contratos firmados pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB) e pela Academia Nacional de Cultura (ANC), ambos presididos por Karina da Gama, com empresas ligadas a doadores de campanha de Mário Frias, ex-assessores parlamentares e ao advogado do deputado.
Segundo os investigadores, há suspeitas de que parte dos contratos tenha sido simulada ou fraudulenta. Entre os alvos da operação também estão ex-assessores parlamentares e pessoas contratadas para supostas prestações de serviços pelo instituto.
Em 2024, Mário Frias destinou R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil.
Suspeita de fluxo financeiro
De acordo com a investigação, existem indícios de elaboração posterior e retrodatação de contratos, orçamentos e notas fiscais para dar aparência de legalidade às operações envolvendo recursos de emendas parlamentares.
Os investigadores também apontam a existência de um possível fluxo financeiro circular entre o parlamentar, as entidades, empresas contratadas e a produtora Go Up Entertainment. As movimentações investigadas teriam somado R$ 19 milhões entre novembro e dezembro de 2025.
A investigação ganhou novos elementos após o ministro Flávio Dino autorizar, em agosto, o compartilhamento com a Polícia Federal de dados apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo durante a Operação Wi-Fi. Karina da Gama foi um dos alvos daquela operação, que apura suspeitas de fraudes e desvios em contratos e aditivos firmados entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil.
A Polícia Federal solicitou acesso ao material para aprofundar as apurações sobre possíveis desvios de recursos públicos, especialmente de emendas parlamentares, relacionados à produtora responsável pelo filme.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: Correio do Povo

























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