Menino que comeu bolo contaminado em Torres escreve carta com pedido de orações
- Start Comunicação

- 3 de jan. de 2025
- 2 min de leitura

A criança de 10 anos que comeu um bolo com a família em Torres, no Litoral Norte, escreveu uma carta pedindo orações por ele e por familiares que morreram após consumir o alimento. O documento se dirige a dois padres cujas missas eram frequentadas pelo menino.
A criança, que perdeu a mãe, Tatiana Denize Silva dos Anjos, e a avó, Neuza Denize Silva dos Anjos, detalha que não poderia estar presente, pois estava hospitalizado.
"Querido padre Leonir ou Almo, quero pedir que minha mãe, dinda e vó descansem em paz. Que Deus acolha elas e dê a paz eterna. Eu não posso estar presente pelo motivo de estar hospitalizado ainda. Gostaria que fizessem uma orações por elas e por mim. Obrigado", escreveu.
Padre da Paróquia São Domingos de Torres, Leonir Alves diz que recebeu a carta em mãos do avô do menino, no domingo (29), durante uma missa. Ele detalha que não costumava conversar com a família, mas que a via com frequência no templo.
Leonir conta que se emocionou ao ler a carta e revela que a comunidade rezou pelo menino ao fim da missa. "Quando eu abri, eu também me fiquei emocionado com o convite, porque uma criança escrevendo daquele jeito e com toda essa tragédia. Daí eu só perguntei 'eu posso ler aqui pra rezarmos juntos?' Então, no final da missa, eu li a cartinha e pedi pra comunidade toda rezar conosco, por ele", afirma.
Visita no hospital
Dois dias após ler o pedido do menino, o padre Leonir visitou, na terça-feira (31), a criança no Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, em Torres. Ele detalha que o menino recém havia saído da UTI e estava feliz, apesar da tragédia.
"Ele estava faceiro, porque saiu da UTI. Ele me disse 'só falta um remédio, daqui a pouco eu vou poder ir pra casa'", afirma.
A criança também falou sobre o dia do episódio. "O próprio menino disse 'nós comemos o bolo e foi muito rápido. Em 15 minutos começamos a passar mal'", revela.
O padre afirma que ficou sensibilizado após a visita, pelo simbolismo das festas de fim de ano, que unem famílias e representam a celebração da vida.
"É muito triste, né? Ainda mais num período que, de modo geral, é alegre. É um período de encontro, confraternização das famílias. Então, eu fiquei muito sensibilizado com isso e, de alguma forma tentando fazer algo, ser presença, pelo menos, estar ali", diz Leonir.
Fonte: g1
























Comentários