Ministro da Fazenda diz que mais de 10 mil sites de apostas serão derrubados em questão de horas

Mais de 10 mil sites de apostas online deverão ser retirados do ar pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) após a publicação de uma medida provisória que proibiu a operação das chamadas bets no Brasil. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (2) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Segundo o ministro, o bloqueio das plataformas deve ocorrer “em questão de horas”. A medida faz parte das ações adotadas pelo governo após a edição da MP, que passou a ser analisada pelo Congresso Nacional.
Durigan também afirmou que o governo tem mantido diálogo com setores que podem ser afetados pela medida, mas negou que existam negociações específicas com clubes de futebol.
“Temos recebido eventuais setores impactados para dialogar, mas não há nada para ser anunciado e comunicado nesse momento”, afirmou o ministro a jornalistas após uma reunião com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.
Governo acompanha impacto na economia
De acordo com Durigan, o governo identificou indícios de que parte do dinheiro que anteriormente era destinado pelas famílias às apostas online pode estar sendo direcionada para outros setores da economia.
O ministro afirmou, porém, que esse possível efeito ainda está sendo analisado pelo governo. O objetivo é acompanhar como a mudança no comportamento dos consumidores pode repercutir na economia.
MP foi publicada antes das eleições
Questionado sobre a decisão de editar a medida provisória às vésperas do primeiro turno das Eleições 2026, Durigan afirmou que o período eleitoral também pode ser utilizado para discutir temas que considera relevantes para a população.
“Não há momento melhor do que o período eleitoral, em que todo mundo vai às urnas para tomar as grandes decisões, para que você tenha essa espécie de plebiscito sobre esses temas”, declarou.
O ministro também afirmou que o governo não tem resistência em discutir a medida com o Congresso Nacional. Segundo ele, o diálogo deverá ocorrer conforme houver demanda dos parlamentares e espaço na agenda.
“Esse diálogo deve acontecer na medida em que as agendas permitam e em que tiver demanda do Congresso”, completou Durigan.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: Correio do Povo

























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