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Ministério da Saúde levou mais de um mês a decidir quem veria carta da Pfizer


O Ministério da Saúde demorou cerca de um mês e meio para definir qual setor ficaria responsável por analisar uma carta enviada pelo CEO da Pfizer, Albert Bourla, oferecendo vacinas contra covid-19 para o Brasil. As informações são do jornal O Globo.


Embora o executivo-chefe da farmacêutica tenha destacado que o tempo era "essencial" e pedido uma reunião "o mais rapidamente possível", não há registro de resposta à Pfizer, de acordo com documentos obtidos pela reportagem por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação).


De acordo com o jornal, a carta da Pfizer chegou ao Ministério da Saúde, por e-mail, no dia 15 de setembro, e passou por diversas áreas da pasta até que fosse definido que a secretaria-executiva ficaria responsável pelas "possíveis providências" a serem tomadas — isso ocorreu apenas em 29 de outubro.


A carta da Pfizer também foi enviada à Presidência da República e ao Ministério da Economia, mas os dois encaminharam à Saúde. Nela, o executivo da farmacêutica reclama que sua equipe já tinha apresentado uma oferta de vacinas ao Brasil e que estava interessando em "acelerar as discussões". Ele disse ainda que a Pfizer estava pronta para se reunir "o mais rapidamente possível" com integrantes do governo e se necessário, até com o próprio Presidente Jair Bolsonaro.


Em maio, o CEO da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, informou à CPI da Covid que o governo brasileiro ignorou três ofertas para aquisição de vacinas em agosto do ano passado, três meses depois que as negociações começaram (em maio).


Se um dos acordos tivesse sido fechado, segundo estimativa do depoente, o país teria recebido até o segundo trimestre de 2021 cerca de 18,5 milhões de doses. As primeiras remessas teriam chegado em dezembro do ano passado, de acordo com o cronograma inicial.


Em junho, o vice-presidente da CPI da comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que a Pfizer enviou 81 e-mails ao governo brasileiro para tratar de vacinas. O jornal procurou o Ministério da Saúde para saber se houve outros encaminhamentos após o dia 29 de outubro, mas não teve resposta.


O UOL também entrou em contato com a pasta e questionou sobre o tempo levado para definir quem analisaria a carta e aguarda retorno.


Fonte: Portal UOL

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