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Morte de produtor rural em ação da BM em Pelotas é investigada; 18 policiais foram afastados


Foto: Angélica Silveira
Foto: Angélica Silveira

A morte do produtor rural Marcos Daniel Nörnberg, de 48 anos, durante uma ação da Brigada Militar em Pelotas, está sendo apurada pelas autoridades. Segundo a BM, os 18 policiais envolvidos na operação foram afastados preventivamente, e materiais como armas, registros e imagens estão sendo recolhidos para a investigação.

De acordo com o corregedor-geral da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, Rodrigo Assis Brasil Ramos Aro, a atuação da guarnição foi motivada pelas informações repassadas à corporação, que indicavam a presença de indivíduos armados ligados a uma facção criminosa no local. “A notícia recebida nos permitiu diligenciar. Infelizmente, houve um evento trágico quando os policiais chegaram à propriedade”, afirmou.


A operação foi desencadeada após dados enviados pela Polícia Militar do Paraná, relacionados a um roubo de armas e veículos ocorrido naquele estado. Dois suspeitos foram presos no Paraná, e a informação repassada à BM era de que outros dois envolvidos estariam em Pelotas, na residência onde o produtor morava. Segundo Aro, as informações teriam sido fornecidas pelos próprios criminosos presos, inclusive com georreferenciamento do local.

O corregedor ressaltou que ainda não havia detalhes completos sobre a residência, como a identificação de quem morava no imóvel, e que a origem e a checagem das informações repassadas pela polícia paranaense também serão analisadas no inquérito. Ele destacou que decisões desse tipo são operacionais e cabem ao comando local, com base em denúncias e informações recebidas diariamente.


A ação ocorreu por volta das 3h da madrugada. Questionado sobre a adequação do horário, Aro afirmou que a avaliação será feita no curso da investigação. “Em situações de flagrante, a atuação policial não depende necessariamente do horário, mas vamos apurar se a operação poderia ter sido realizada de outra forma”, disse.


O relato da viúva do produtor, Raquel Amorim Motta Nörnberg, também será incluído no inquérito. Ela afirmou que teria sido impedida de sair de casa por horas e submetida a tratamento humilhante durante a abordagem. Segundo o corregedor, essas alegações, assim como imagens de câmeras locais, serão analisadas. “Nenhum policial tem o direito de humilhar ou violentar a dignidade de qualquer pessoa. Se houver abusos, eles serão apurados”, afirmou.


Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: Correio do Povo

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