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MP de SC pede arquivamento do caso Orelha após concluir que cão morreu por infecção grave e não por agressão

13 de mai.
1 min de leitura

O Ministério Público de Santa Catarina pediu à Justiça o arquivamento da investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, caso que teve grande repercussão nacional no início deste ano. Após análise de quase dois mil arquivos, entre vídeos, fotos, mensagens e laudos periciais, o órgão concluiu que o animal não morreu em decorrência de agressões praticadas por adolescentes.


Inicialmente, a investigação da Polícia Civil apontava que Orelha teria sido atacado por um grupo de jovens na Praia Brava, em Florianópolis. Um dos adolescentes chegou a ser alvo de pedido de internação.


No entanto, segundo o Ministério Público, a reconstituição dos fatos revelou inconsistências na cronologia apresentada anteriormente. A análise das imagens mostrou diferença de horários entre câmeras de monitoramento e indicou que os adolescentes e o cão não estavam no mesmo local no momento da suposta agressão.


Além disso, laudos realizados após a exumação do animal apontaram que Orelha sofria de uma grave infecção óssea crônica, chamada osteomielite, além de doença periodontal avançada. Os exames não identificaram fraturas ou lesões compatíveis com violência humana.


De acordo com a promotoria, o quadro de saúde preexistente foi o responsável pelo agravamento da condição do animal, que acabou sendo submetido à eutanásia.


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