Narrando os 200 anos da Imigração alemã: 28º capítulo - A política Imperial de Imigração - 3ª parte
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- 5 de fev. de 2023
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Até o começo da década de 1870 foram fundadas no Rio Grande do Sul as colônias provinciais alemãs de Santa Cruz do Sul, em 1849, Santo Ângelo, em 1855, Nova Petrópolis, em 1858, e Monte Alverne, em 1859. Nesse período, também, são fundadas inúmeras colônias particulares, colonizadas por imigrantes vindos diretamente da Europa e por um grande contingente dos descendentes das levas dos primeiros imigrantes (CUNHA, 1991). Arlinda Rocha Nogueira e Lucy Maffei Hutter destacam a seguinte relação de colônias alemãs de natureza Oficial e Particular fundadas no Rio Grande do Sul durante o império:
(1) São Leopoldo (1824, oficial, fundada por D. Pedro I);
(2) São João das Missões (1825, oficial, fundada por José Feliciano Pinheiro);
(3) Três Forquilhas (1826, oficial, fundada por José Feliciano Pinheiro);
(4) São Pedro das Torres (1826, oficial, fundada por José Feliciano Pinheiro);
(5) São José do Hortêncio (1827, oficial, fundada pelo governo imperial);
(6) Feliz (1846, oficial, fundada pelo governo imperial);
(7) Mundo Novo (1846, particular, fundada por Tristão José Monteiro);
(8) Bom Princípio (1846, particular, fundada por Guilherme Winter);
(9) Santa Maria da Boca do Monte (Pinhal) (1846, particular, fundada por
Miguel Kroeff);
(10) Caí (1848, particular, fundada por Santos Guimarães);
(11) Santa Cruz (1849, oficial, fundada por Soares d’Andrea);
(12) Fazenda Padre Eterno (1850, particular, fundada pelo Barão do Jacuí);
(13) Rincão d’el Rei (1850, particular, fundada por Dr. Israel R. Barcellos);
(14) Estrela (1853, particular, fundada por Vitorino José Ribeiro);
(15) São Gabriel (1853, particular, fundada por Primórdio C. Azambuja);
(16) Conventos (1853, particular, fundada por Fialho e Baptista);
(17) Silva (1854, particular, fundada por Fialho e Baptista);
(18) Mariante (1856, particular, fundada pelo Cel. Antônio J.S. Mariante);
(19) Maratá (1856, particular, fundada por J.A. Pereira Morais & Cia);
(20) Santa Maria da Soledade (1857, particular, fundada por Montravel Silveiro
& Cia);
(21) Pareci (1857, particular, fundada por José Inácio Teixeira);
(22) Brochier (1857, particular, fundada pelos Irmãos Brochier);
(23) Piedade (1857, particular, fundada por Eugênio de La Rue);
(24) São Salvador (1857, particular, fundada por Eugênio de La Rue);
(25) Santo Ângelo (1857, oficial, fundada pelo governo da província);
(26) Teutônia (1858, particular, fundada por Schilling & Cia.);
(27) Ubatuba (1858, particular, fundada por J. Ubatuba);
(28) São Lourenço (1858 particular, fundada por Jacob Rheingantz);
(29) Nova Petrópolis (1858, oficial, fundada pelo pres. da província Ângelo M.
S. Ferraz);
(30) Monte Alverne (1859, oficial, fundada pelo pres. da província Ângelo M.
S. Ferraz);
(31) Desterro (1860, particular, fundada por Crispim Ribeiro);
(32) Escadinhas (1860, particular, fundada por Moraes);
(33) São Caetano (1860, particular, diversos fundadores);
(34) São Vendelino (1861, particular, fundada por Eugênio de La Rue);
(35) Schneiderthal (1861, particular, fundada por Eugênio de La Rue);
(36) Rio Pardense (1862, particular, fundada por Francisco A. Borges);
(37) Candelária (1863, particular, fundada por Rochenberg);
(38) Santa Emília (1865, particular, fundada por Pereira & Cia.);
(39) Sinimbu (1866, particular, fundada por Holtzweissig & Cia.);
(40) Lopes (1866, particular, fundada por Manoel Fontoura Lopes);
(41) Arroio do Padre (1868, particular, fundada por Guilherme Bauer & Cia.);
(42) Cerrito (1868, particular, fundada por Jacob Rheingantz);
(43) Arroio do Meio (1869, particular, fundada por J.P. Fialho de Vargas);
(44) Santa Silvana (1869, particular, fundada por Custódio G. Belchior);
(45) Santa Clara (Pelotas) (1869, particular, fundada por Joaquim de Sá
Araújo);
(46) Santa Clara (Lajeado) (1870, particular, fundada por Antônio Fialho V.
Filho);
(47) Fazenda Conventos Vermelhos (1872, particular, fundada por Santos
Pinto);
(48) Cafundó (1873, particular, fundada por Bastos, Gehlen e outros);
(49) Cerro Branco (1875, particular, Kahlden & Müller);
(50) Poço das Antas (1875, particular, fundada por Ely Weber & Cia.);
(51) Forqueta (1875, particular, fundada por Diversos);
(52) São Luíz (1876, particular, fundada por Afonso Azambuja);
(53) Novo Berlim (Marques de Souza) (1876, particular, Schoet Py & Cia.);
(54) Friedental (1877, particular, fundada por Ethmel e Pijot);
(55) Benfica (1879, particular, Ethmel e Pijot);
(56) Bastos (1879, particular, fundada por Bastos, Klenzen & Cia.);
(57) Travesseiro (1880, particular, fundada por Xavier Alves);
(58) Piedade (1880, particular, fundada por Felipe Selbach);
(59) Pirajá (1880, particular, fundada por Diversos);
(60) Sete Léguas (1880, particular, Antônio J.S. Mariante);
(61) Santo Antônio (1881, particular, fundada por João A. Pinheiro);
(62) Aliança (1881, particular, fundada por Augusto Kardt);
(63) Arroio (1881, particular, fundada por Jacob Rheingantz);
(64) Municipal (Pelotas) (1882, oficial, fundada pelo Conselho Municipal);
(65) Santa Helena (1882, particular, fundada por Siegmar von Schlegell);
(66) Retiro (1883, particular, fundada por Manuel Fontoura Lopes);
(67) Nova Santa Cruz (1884, particular, fundada por Diversos);
(69) Palmas (1885, particular, fundada por Joaquim P. Fialho V.);
(70) Entrepelado (1885, particular, fundada por Antônio Maciel e outros);
(71) Rio da Ilha (1886, particular, fundada por Felipe Wagner e outros);
(72) Xingu (1887, particular, fundada por Hermann Meyer & Cia.);
(73) Rincão São Pedro (1887, particular, fundada por Thompson);
(74) Barão do Triunfo (1888, oficial, fundada pelo governo geral);
(75) Vila Nova (1888, oficial, fundada pelo governo geral);
(76) Rolante (1888, particular, fundada por João Renck e outros);
(77) Jaguari (1889, oficial, fundada pela União);
(78) São Vicente (1889, oficial, fundada pela União);
(79) São Xavier (1889, oficial, fundada pela União);
(80) Santa Eulália (1889, particular, fundada por Heleodoro A. e Souza).
A imigração alemã para o sul do Brasil respondeu às necessidades políticas e econômicas de um Estado em formação, de um sistema econômico que se expandia em todo o mundo e forçava entrada no Brasil. A colonização do Rio Grande do Sul, objetivando a proteção de um território marcado por disputas territoriais e o abastecimento de um mercado interno indispensável para o funcionamento das regiões agroexportadoras, teve peculiaridades em relação ao sudeste cafeeiro. O projeto de imigração e colonização no Rio Grande do Sul permitiu o desenvolvimento da pequena propriedade, o que gerou êxito na produção de alimentos. Parte central desse processo, os imigrantes modificaram seus modos de ser e criaram uma cultura diferente, mas próxima daquela trazida de seus lugares de origem.
Fonte: IMIGRAÇÃO ALEMÃ E POLÍTICA de Carlos Eduardo Piassini, com o apoio da Assemble Legislativa do Rio Grande do Sul/Pesquisa de Bado Jacoby

























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