Nunes Marques mudou posição em julgamento de interesse do Master após contatos ligados a Vorcaro

Reportagem da revista piauí, publicada nesta sexta-feira (23), aponta novos indícios de proximidade entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Segundo a investigação jornalística, contatos e relações financeiras envolvendo pessoas próximas ao magistrado antecederam uma decisão judicial favorável a interesses ligados ao banco.
O caso envolve o julgamento da Destilaria Alcídia, que buscava indenização bilionária da União. Nunes Marques inicialmente se declarou impedido de votar, mas posteriormente reviu sua posição e deu o voto decisivo favorável à empresa. O resultado também beneficiava os interesses financeiros do Master, que detinha créditos relacionados ao setor sucroalcooleiro.
Relações pessoais e financeiras sob questionamento
A reportagem aponta que o desembargador Newton Ramos, próximo de Nunes Marques, intermediou encontros entre o ministro e Vorcaro. As mensagens analisadas pela revista indicam ao menos nove encontros presenciais articulados por Ramos.
Outro ponto central envolve a Consult Inteligência Tributária, empresa que recebeu R$ 6,6 milhões do Banco Master entre agosto de 2024 e julho de 2025. A consultoria repassou R$ 281,6 mil a Kevin Marques, filho do ministro, por serviços jurídicos, segundo informações reunidas pela publicação.
A reportagem também relata pedidos de hospedagens e outros benefícios custeados pelo banqueiro para pessoas próximas ao magistrado, incluindo uma hospedagem atribuída ao próprio ministro.
Nunes Marques nega ter trocado mensagens diretamente com Vorcaro, solicitado benefícios ou favorecido o Banco Master. Afirma que o voto no caso da Destilaria Alcídia não envolvia diretamente o banco e que os pagamentos recebidos pelo filho corresponderam a serviços jurídicos regulares.
As informações divulgadas levantam questionamentos sobre a proximidade entre o ministro e o ex-banqueiro, especialmente pela coincidência entre os contatos, as movimentações financeiras e a mudança de posição no julgamento. A reportagem, porém, não comprova que os pagamentos tenham sido feitos para influenciar decisões judiciais.
FONTE: Revista Piauí

























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