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Não há “casos similares”, diz BMW sobre possível causa da morte de jovens em Balneário Camboriú


Imagem: Felipe Salles/ NSC TV.

O BMW Group Brasil se manifestou sobre o caso dos quatros jovens mineiros que morreram após passarem mal dentro de um carro em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, na segunda-feira (1º). Em nota enviada à imprensa, a empresa afirmou que “não tem registro de casos similares envolvendo o modelo BMW 320i original de fábrica”.


O grupo lamentou o ocorrido e se coloca à disposição das autoridades para esclarecimentos.


Thiago de Lima Ribeiro (21 anos), Karla Aparecida dos Santos (19 anos), Gustavo Pereira Silveira Elias (24 anos) e o adolescente Nicolas Kovaleski (16 anos) foram encontrados em parada cardiorrespiratória dentro de um veículo BMW. Eles eram oriundos da cidade de Paracatu, em Minas Gerais.


A principal linha de investigação da polícia catarinense é de que as mortes tenham sido causadas por intoxicação de monóxido de carbono, que é um gás altamente tóxico gerado pela combustão do motor e expelido pelo escapamento dos veículos automotivos. Uma falha mecânica poderia ter feito com que o gás vazasse pelo sistema de ar-condicionado do veículo, levando os ocupantes a passarem mal.


De acordo com os investigadores, essa suspeita está sendo apurada, já que o carro passou por uma customização mecânica para fazer mais barulho. Não havia sinais de violência nos corpos. O inquérito foi instaurado pela Divisão de Investigação Criminal de Balneário Camboriú.


Entenda o caso


Os jovens foram buscar uma amiga que chegava na rodoviária da cidade. A jovem contou à polícia que se encontrou com o grupo 3h da madrugada e todos disseram que estavam se sentindo mal: com tremedeira, enjoo e tontura. Segundo ela, os amigos decidiram descansar no carro antes de seguir para Florianópolis.


A moça informou que ficou do lado de fora e voltou algumas vezes para conferir como eles estavam. Por volta das 7h, ela percebeu que todos os ocupantes do veículo já não estavam respirando mais e pediu ajuda.


Segundo o delegado, o grupo, natural de Paracatu, a 483 km de Belo Horizonte, foi passar o réveillon em Balneário Camboriú, mas morava na Grande Florianópolis há cerca de um mês.


Fonte: Correio do Povo

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