Nível de atividade econômica em São Leopoldo cai 6,8% no segundo trimestre de 2024
- Start Comunicação

- 29 de out. de 2024
- 2 min de leitura

O nível de atividade econômica em São Leopoldo registrou uma queda de 6,8% no segundo trimestre de 2024, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Tecnologia de São Leopoldo (ACIST-SL). A retração foi puxada por uma redução nas exportações e na geração de empregos formais, conforme apontou o Boletim Socioeconômico Trimestral, divulgado na última sexta-feira (25) pelo Núcleo de Excelência Competitividade e Economia Internacional da Unisinos.
De acordo com o coordenador do grupo de economistas da Unisinos, Marcos Tadeu Lélis, o saldo de empregos formais foi negativo em 649 vagas no segundo trimestre de 2024, enquanto, no mesmo período de 2023, o saldo foi positivo, com a criação de 623 vagas. Em um período mais amplo, de 12 meses, entre julho de 2023 e junho de 2024, o município registrou uma perda total de 1.212 vagas. Esse cenário contrasta com cidades vizinhas, como Canoas, Gravataí e Novo Hamburgo, que mantiveram um desempenho positivo na criação de empregos.
Além disso, houve uma redução nas exportações, que totalizaram US$ 101,3 milhões entre abril e junho de 2024, marcando uma queda de 24,5% em relação ao segundo trimestre de 2023. O setor de armas e munições, principal exportador da cidade, foi o mais afetado, com uma retração de 29,5%. A única exceção foi o setor de couro, que representa 9% do total exportado e obteve um leve crescimento de 1,4% no período.
A análise utilizou indicadores como arrecadação municipal, geração e variação no estoque de empregos formais, além de índices de atividade econômica do Brasil e do Rio Grande do Sul. A comparação foi feita com outras cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre, como Novo Hamburgo, Canoas e Gravataí, escolhidas por suas características semelhantes em termos de localização e população.
O boletim ainda destacou o perfil econômico de São Leopoldo. O setor de serviços responde por 53% da economia local, com atividades como alojamento, alimentação e comércio. Já a indústria representa 30,1% do PIB do município, um valor acima da média estadual, impulsionado pela presença de grandes indústrias e multinacionais, que contribuem com o emprego e o desenvolvimento local.
Guilbert Trendt, da Redação Start































Comentários