Outubro Rosa: Senac Novo Hamburgo destaca a importância da informação sobre o câncer de mama

O medo de descobrir uma doença pode levar algumas mulheres a adiar a procura por atendimento médico. Quando o assunto é câncer de mama, a insegurança pode estar relacionada ao diagnóstico, aos exames e ao tratamento. Nesse contexto, o acesso à informação de qualidade é fundamental para esclarecer dúvidas e incentivar o cuidado com a saúde.
A enfermeira e docente do curso Técnico em Enfermagem do Senac Novo Hamburgo, Franciéli Rodrigues, destaca que conhecer as possibilidades de diagnóstico e tratamento ajuda a combater mitos e diminuir a apreensão. “Precisamos desconstruir essa ideia de que, se eu descobrir uma alteração, automaticamente vou receber um diagnóstico de câncer. Existem diferentes tipos de câncer de mama e diferentes possibilidades de tratamento”, explica.
Reconhecer alterações é importante
A campanha Outubro Rosa reforça a importância de conhecer o próprio corpo e perceber mudanças que fogem do habitual. Isso não significa viver em estado de alerta, mas saber identificar sinais que precisam de avaliação profissional.
Entre as alterações que merecem atenção estão nódulos ou caroços na mama ou na axila, mudanças no tamanho ou formato das mamas, retração da pele ou do mamilo, aspecto semelhante à “casca de laranja” e saída espontânea de secreção pelo mamilo.
A presença desses sinais não significa necessariamente câncer, mas deve ser investigada. “É importante dizer que ter uma alteração na mama não significa necessariamente ter câncer. Significa que aquela alteração precisa ser avaliada por um profissional”, ressalta Franciéli.
Rastreamento e prevenção
No Sistema Único de Saúde (SUS), a Atenção Primária pode ser a porta de entrada para a avaliação inicial e, quando necessário, para o encaminhamento a serviços especializados. A orientação é não ignorar alterações persistentes ou suspeitas nem esperar que desapareçam espontaneamente.
O Ministério da Saúde recomenda a mamografia de rastreamento para mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos, no SUS. Quando há sinais suspeitos, porém, a investigação deve ocorrer independentemente da idade.
O histórico pessoal e familiar também precisa ser considerado. Idade, casos de câncer de mama ou ovário na família, alterações genéticas hereditárias, obesidade após a menopausa e consumo de álcool estão entre os fatores que podem aumentar o risco.
Alimentação equilibrada, atividade física regular, manutenção de um peso adequado, não fumar e reduzir o consumo de álcool são atitudes que contribuem para a promoção da saúde. No entanto, não existe uma medida isolada capaz de garantir que uma pessoa nunca desenvolverá a doença.
Enfermagem também atua no acolhimento
Além de orientar sobre sinais e sintomas, profissionais de enfermagem podem ajudar na identificação de fatores de risco, no encaminhamento para atendimento especializado e no acompanhamento das pacientes. O acolhimento também é essencial para que dúvidas e receios não se tornem obstáculos à procura por assistência.
“Não basta dizer ‘faça sua mamografia’. Precisamos explicar por que aquele cuidado é importante, ouvir as dúvidas, acolher os medos e orientar de maneira clara e baseada em evidências”, afirma a docente.
Para Franciéli, a conscientização sobre a saúde das mamas deve continuar durante todo o ano. Embora o Outubro Rosa amplie a visibilidade do tema, o cuidado não pode ficar restrito ao mês da campanha.
“A nossa saúde não funciona por calendário. Para mim, o verdadeiro objetivo do Outubro Rosa é justamente esse: que a conscientização de outubro se transforme em cuidado durante os outros onze meses”, conclui.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels

























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