Pais e tio de adolescentes são indiciados por coagir testemunha no caso da morte do cão Orelha
- Andressa Brunner Michels - Jornalista - MTB 19281/RS

- 27 de jan.
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A Polícia Civil indiciou três adultos por coagir testemunha durante as investigações sobre a morte do cão comunitário Orelha, espancado na Praia Brava, em Florianópolis. Os suspeitos são pais e um tio de adolescentes apontados como autores do crime de maus-tratos contra o animal. Segundo a polícia, dois deles são empresários e o terceiro é advogado.
De acordo com os investigadores, a coação teve como alvo o vigilante de um condomínio que possuía uma imagem considerada relevante para o esclarecimento do caso. Por segurança, ele foi afastado de suas funções. A Polícia Civil informou que analisa mais de mil horas de gravações de câmeras de segurança, embora não tenha confirmado se obteve o registro específico citado.
No inquérito que apura a coação, 22 pessoas foram ouvidas. A Justiça não autorizou a apreensão de aparelhos eletrônicos dos investigados. Paralelamente, quatro adolescentes já foram identificados como suspeitos de agredir Orelha e também de tentar afogar outro cão comunitário na mesma região. Dois deles permanecem em Florianópolis e outros dois estão nos Estados Unidos em viagem previamente programada.
As agressões ocorreram no dia 4 de janeiro, mas o caso chegou ao conhecimento da polícia apenas no dia 16. Embora não haja imagens do momento exato do ataque, depoimentos e registros de episódios próximos ajudaram a identificar os envolvidos. Exames periciais confirmaram que Orelha foi atingido na cabeça por objeto contundente, o que levou à sua eutanásia no dia 5, devido à gravidade dos ferimentos.
Orelha era um dos cães comunitários que viviam na Praia Brava e se tornaram mascotes da região, conhecidos por moradores e turistas. O caso segue sob investigação.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: G1


























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