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PDT leopoldense, um barril de pólvora pronto para explodir

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SÃO LEOPOLDO: a guerra surda que desde antes da eleição municipal acontece nos bastidores dos trabalhistas leopoldenses, cada dia mais fica explícita no dia a dia do partido. Uma narrativa que começou com a morte de Ary Moura, maior líder do partido e que deixou um vácuo de liderança nunca preenchida. Desde a falta de Ary Moura, a maior figura do partido em termos eleitorais e mobilidade política, se chama Iara Cardoso. Mas, a cúpula partidária nunca digeriu essa condição de protagonismo da atual presidente da Câmara de Vereadores que sempre teve vontade de ser cabeça de chapa na eleição municipal de 2024.


O andamento não foi o pretendido por Iara Cardoso que diante da realidade partidária, optou por uma reeleição garantida como vereadora, situação que confirmou sem surpresas maiores. Sua eleição como vereadora mais votada do partido e proximidade com o candidato eleito, literalmente, deixaram Iara com as cartas na mão no jogo partidário.


Logo após o resultado, não mais do que poucas horas, a coluna informou que o PDT faria parte da base do governo Heliomar Franco e Regina Caetano, fato confirmado sem muita "resistência" dos vereadores eleitos que buscaram o novo governo.


A aliança foi firmada de maneira pouco convencional e até hoje não se teve uma declaração partidária oficial que o mesmo faz parte da base governista. Ou seja, na prática a aliança é dos vereadores e não do partido. No mínimo diferente a situação.


A base partidária ou pelo menos parte dela, foi acalmada com espaços no novo governo mas isto não foi o suficiente para apagar o incêndio interno do partido. Vereadores suplentes também cobram espaços maiores e o governo passou o assunto para os vereadores trabalhistas e lavou as mãos sobre o assunto. Na prática, os espaços justos e merecidos para os suplentes terá que ser suportado pelos eleitos.


Fabiano Haubert, vereador e presidente da sigla em São Leopoldo, vai precisar enfrentar a atual situação sob pena, de passar do dirigente que conduziu o partido em uma grande vitória com a eleição de cinco vereadores, para o dirigente que vai ver a implosão partidária com a saída de boa parte da bancada eleita em 2024. Com certeza teremos desmentidos, mas, se tivéssemos uma janela partidária vigente, a bancada trabalhista seria desfalcada de maneira muito forte. A realidade atual do PDT, é a de um partido com várias frentes diferentes (vereadores) que pouca identidade tem com o legado trabalhista, que sem muitos pudores, está sendo jogado para a gaveta da história. Na verdade, a "modernização" do discurso trabalhista, é a tentativa de justificar uma adesão muito rápida aos ideais liberais do novo governo municipal.


O PDT leopoldense paga o preço do erro de não ter bancado uma candidatura própria com possibilidades de vitória em 2024 e a maior "vítima" desse erro, que se chama Iara Cardoso, por força do destino e de sua sabedoria política, é a grande personagem do atual momento partidário. Iara Cardoso se manteve como presidente da Câmara de Vereadores e é uma das figuras mais próximas do sétimo andar do paço municipal.


A explosão ou implosão do PDT leopoldense, está com o relógio ligado e isto é fato inegável.


Da redação do www.staromunicacaosl.com.br/ Por Bado Jacoby

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