Pesquisadora de NH desenvolve equipamento que ajuda a localizar bombeiros desaparecidos em desastres
- Start Comunicação

- 10 de mar. de 2023
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Uma estudante de Novo Hamburgo desenvolveu um dispositivo que pode ajudar na localização e resgate de bombeiros desaparecidos em situações de desastre. Stephanie Staub, de 19 anos, conta que a ideia do equipamento surgiu quando assistia na televisão à cobertura do incêndio que atingiu o prédio da Secretaria de Segurança Pública (SSP), em Porto Alegre, em 2021.
Na ocasião, dois bombeiros desapareceram após o edifício desabar. Eles foram encontrados mortos, nos escombros, dias depois. "Me deixou bem inconformada. Como que demoraram uma semana para encontrar? Por que essa demora, o que aconteceu?", questiona Stephanie. Stephanie Staub é estudante do curso técnico em eletrônica da Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, em Novo Hamburgo. Ela criou o "2Rescue – Dispositivo de Apoio para Localizar Bombeiros em Estruturas Colapsadas". E como ele funciona: o protótipo conta com dois aparelhos e tem, como princípio de funcionamento, a radiofrequência. Conforme um aparelho se aproxima do outro, eles apitam sons e piscam luzes de maneira mais frequente.
Durante uma situação de combate a incêndio, por exemplo, um aparelho fica com um bombeiro que vai atuar diretamente no controle do fogo e o outro fica com um colega que vai dar suporte. Em caso de desaparecimento devido ao colapso de alguma estrutura, com o bombeiro incomunicável, o colega de suporte consegue ter uma ideia de onde ele está, o que pode possibilitar ações de resgate mais rápidas.
O custo para montagem do protótipo foi de R$ 200 o par. Stephanie acredita que, se conseguir seguir trabalhando nele, há potencial de virar uma rede.
Stephanie recebeu o Prêmio Killing de Tecnologia na última edição da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec) e agora representará o Brasil no International Festival of Engineering Science and Technology (I-FEST), em Mahdia, Tunísia. A feira acontece de 16 a 22 de março.
Desenvolvimento da ideia
Durante o curso técnico, uma disciplina propôs a execução de um trabalho e Stephanie sugeriu o que viria a ser o "2Rescue" para uma professora. Deise Margô Mullher orientou a estudante a contatar os bombeiros. No 2º Batalhão de Bombeiros Militar de São Leopoldo, ela conheceu a dinâmica do trabalho deles, quais equipamentos eram usados e, principalmente, o contexto das buscas pelos bombeiros desaparecidos no prédio da SPP.
"Me contaram que precisavam muito de cachorro farejador e, como demora uns dois dias para começar por causa do calor, o cheiro vai se perdendo. Ficam escombros e o vento vai levando o cheiro. Isso retarda as buscas. Eu comecei a pesquisar o que eu podia fazer, que tipo de tecnologia, como eu podia usar. Pensei primeiro no GPS, maior sistema de geolocalização do mundo, mas não é preciso o suficiente. Para aquela situação, não ia ajudar. Então, resolvi trabalhar com o "lora", que é um rádio inteligente, que é FM, só que tem muitas possibilidades, tem fácil integração com moduladores do mercado", explica.
Após, com as informações que obteve, voltou a falar com a professora Deise e as duas começaram a pesquisar que materiais seriam os mais adequados para o desenvolvimento do "2Rescue".
"O feedback deles [dos bombeiros] está no meu relatório. Foi todo um trabalho conjunto com eles. Mandei mensagem para eles várias vezes, fui lá visitar várias vezes. Tem no meu trabalho eles reafirmando que a ideia seria essencial pra eles. Se for aplicável, seria incrível para eles usarem. Se assemelha um pouco a outros equipamentos que eles já têm, o que eles chamam de 'função morto-vivo', que emite um sinal se o oxigênio está em baixa. É uma aplicação diferente, mas é algo parecido", conta.
Fonte: g1
























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