Polícia Civil confirma que autor dos crimes em creche de SC planejou a chacina sozinho
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- 14 de mai. de 2021
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A Polícia Cívil de Santa Catarina conclui que o autor do ataque a Escola Pró-Infância Aquarela, em Saudades (SC), Fabiano Kipper Mai, 18 anos, planejou a chacina sozinho, tinha consciência do que estava fazendo, agiu motivado por ódio e pretendia matar o maior número possível de pessoas. O crime tirou a vida de três bebês e duas professoras na manhã de 4 de maio. Os detalhes da investigação foram divulgados em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (14).
Na manhã do crime, Fabiano trabalhou na fábrica de confecção de roupas e calçados entre 5h e 9h15min. No horário do intervalo, foi em casa e depois saiu de bicicleta para ir até a Escola Aquarela. Invadiu o local por volta das 9h50min, com um facão que comprou por R$ 400 na internet e foi entregue cinco dias antes do ataque.
— Ele queria matar o máximo possível de pessoas. Ele agiu com esse objetivo e estava com pressa. Ele tentava entrar em uma sala, não conseguia e ia para outra, algo que era importante para atingir o objetivo dele. Ele agiu consciente do que fez o tempo todo. Ele planejou o ataque há vários meses, desde o ano passado. Ele agiu sozinho, demos profundidade suficiente na investigação para dizer que não há indicativo de que alguém tenha o auxiliado — afirmou o delegado Jerônimo Marçal Ferreira.
Fabiano foi indiciado por cinco homicídios triplamente qualificados. As vítimas são Sarah Luiza Mahle Sehn, 1 ano e 7 meses, Anna Bela Fernandes de Barros, 1 ano e 8 meses, Murilo Massing, 1 ano e 9 meses, Mirla Amanda Renner Costa, 20 anos, e Keli Adriane Aniecevski, 30.
Ao longo dos 10 dias de investigação, foram ouvidas mais de 20 testemunhas, e analisados os conteúdos do computador e do pen drive de Fabiano. A Polícia Civil também contou com suporte da Embaixada Americana em Brasília.
Fabiano foi ouvido formalmente na segunda-feira (10) quando ainda estava internado no Hospital Regional do Oeste, em Chapecó. Ele teve alta na quarta-feira (12) e foi encaminhado para cadeia, onde vai aguardar o julgamento. Na coletiva, o delegado optou por não dar detalhes da fala de Fabiano. Disse que o mesmo confessou o crime e admitiu que planejou e agiu sozinho. Os investigadores chegaram a motivação do ataque com o apoio de uma psicóloga da Polícia Civil de Santa Catarina.
























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